Lei Maria da Penha completa 20 anos: entenda como ela protege mulheres e por que os casos de violência continuam crescendo no Norte de Mato Grosso

6 de julho de 2026
MARIA DA PENHA CAPA

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Redação: Pagina do Nortão

A violência doméstica pode ser física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual.

Ao longo de seus quase 20 anos de existência, a Lei Maria da Penha transformou a forma como o Brasil enfrenta a violência doméstica e familiar contra a mulher. Criada para proteger vítimas, punir agressores e fortalecer políticas públicas, a legislação continua sendo uma das principais ferramentas de combate à violência de gênero.

Em agosto, quando a lei completa duas décadas, o tema volta ao centro dos debates, especialmente diante do aumento dos registros de violência doméstica em diversas regiões do país, incluindo o Norte de Mato Grosso.

Um assunto que preocupa toda a sociedade: A violência contra a mulher não escolhe idade, profissão, religião ou condição financeira. Ela pode acontecer dentro de casa, no ambiente de trabalho ou em relacionamentos afetivos, manifestando-se por meio de agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais.

Embora muitas vítimas ainda tenham medo de denunciar, especialistas afirmam que a conscientização da população tem contribuído para que mais mulheres procurem ajuda.

Isso significa que o aumento dos registros nem sempre representa apenas mais violência, mas também mais confiança nos órgãos de proteção.

A Lei Maria da Penha completa 20 anos em agosto e continua sendo um dos principais instrumentos de proteção às mulheres brasileiras.

O que diz a Lei Maria da Penha?

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) foi criada para prevenir, punir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Entre suas principais garantias estão:

  • Medidas protetivas de urgência;
  • Afastamento imediato do agressor;
  • Proibição de contato com a vítima;
  • Prisão preventiva em determinadas situações;
  • Atendimento especializado à mulher;
  • Criação de redes de proteção envolvendo Polícia, Ministério Público, Judiciário, Assistência Social e Saúde.

A legislação também reconhece que violência não é apenas agressão física.

Ela inclui:

  • Violência física;
  • Violência psicológica;
  • Violência sexual;
  • Violência patrimonial;
  • Violência moral.

Quem foi Maria da Penha?

A lei recebeu esse nome em homenagem à farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu duas tentativas de feminicídio praticadas pelo próprio marido.

Após anos buscando justiça, seu caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que responsabilizou o Estado brasileiro pela demora em punir o agressor.

O episódio impulsionou a criação da legislação, considerada atualmente uma das mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica.

As forças de segurança e a rede de proteção atuam na prevenção e no combate à violência doméstica.

A realidade no Norte de Mato Grosso: Assim como em diversas regiões brasileiras, municípios do Norte de Mato Grosso também enfrentam desafios relacionados à violência doméstica.

Delegacias, Polícia Militar, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, CRAS, CREAS e serviços de assistência social trabalham diariamente para acolher vítimas e interromper ciclos de violência.

Campanhas educativas, palestras em escolas, ações comunitárias e programas de conscientização têm sido importantes ferramentas para reduzir os índices e incentivar as denúncias.

E em Colíder?

Em Colíder, órgãos de segurança pública e instituições de proteção à mulher também desenvolvem um trabalho permanente de orientação, atendimento e encaminhamento das vítimas.

Além da atuação policial, a rede de proteção busca oferecer atendimento psicológico, assistência social e apoio jurídico às mulheres que enfrentam situações de violência.

A participação da comunidade é considerada essencial para romper o silêncio e evitar que agressões evoluam para casos mais graves.

Denunciar pode salvar vidas: Um dos maiores desafios continua sendo o medo.

Em Colíder, instituições públicas e a comunidade são fundamentais para fortalecer a rede de proteção às mulheres.

Muitas mulheres permanecem anos convivendo com ameaças e agressões por receio de represálias, dependência financeira ou preocupação com os filhos.

Especialistas reforçam que denunciar é um ato de proteção.

Familiares, amigos e vizinhos também podem comunicar situações suspeitas às autoridades competentes.

Informação também protege: Conhecer os direitos garantidos pela Lei Maria da Penha é uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.

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