Júri de Paccola entra na reta final, mas definição sobre a defesa pode mudar julgamento previsto para quinta-feira em Cuiabá

26 de agosto de 2026
PACOLA

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Caso que marcou a política e a segurança pública de Mato Grosso volta ao centro das atenções quatro anos após a morte de Alexandre Miyagawa

Redação: Pagina do Nortão

Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, morreu em julho de 2022, em Cuiabá; o caso será analisado pelo Tribunal do Júri.

CUIABÁ — Quatro anos depois de um episódio que provocou enorme repercussão em Mato Grosso, o caso envolvendo o ex-vereador e tenente-coronel da Polícia Militar Marcos Eduardo Ticianel Paccola volta ao centro das atenções. O Tribunal do Júri está previsto para acontecer nesta quinta-feira (27), em Cuiabá, mas uma questão envolvendo a defesa do acusado pode alterar os planos da Justiça.

Paccola é acusado de matar a tiros o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa de Barros, conhecido como “Japão”. O julgamento está previsto para começar às 9h, no Plenário do Tribunal do Júri da Capital, sob a condução da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

A poucos dias da sessão, entretanto, o processo ganhou um novo capítulo: o advogado Ricardo Monteiro deixou a defesa no último dia 14. Até segunda-feira (24), conforme as informações divulgadas sobre o caso, Paccola ainda não havia apresentado novo advogado.

Uma decisão que pode mexer na data do julgamento: A ausência de um defensor constituído às vésperas do júri coloca uma incógnita sobre a sessão marcada para quinta-feira.

Segundo as informações do processo, Paccola não manifestou interesse em ser representado pela Defensoria Pública. Com isso, a Justiça deverá avaliar a situação e garantir que o acusado tenha defesa técnica adequada para enfrentar uma etapa decisiva do processo.

A eventual necessidade de um novo advogado conhecer os autos e preparar a defesa pode levar à remarcação do julgamento. Por enquanto, porém, a sessão continua prevista para esta quinta-feira.

Ou seja: o Tribunal do Júri está marcado, mas a realização do julgamento ainda depende dos próximos movimentos processuais.

Caso envolvendo o ex-vereador percorreu diferentes instâncias da Justiça antes de chegar à fase do Tribunal do Júri.

Caso começou em 2022 e atravessou anos de investigação: A morte de Alexandre Miyagawa aconteceu em Cuiabá e rapidamente ganhou repercussão estadual. O episódio envolveu Paccola, que na época exercia mandato de vereador e também era oficial da Polícia Militar.

Desde então, o caso passou por investigação, produção de provas, decisões judiciais e recursos, até chegar à fase do Tribunal do Júri.

A acusação e a defesa apresentam versões distintas sobre o que aconteceu naquela noite. Paccola sustenta a tese de legítima defesa, enquanto o Ministério Público acusa o ex-vereador pelo homicídio.

Agora, caberá ao Conselho de Sentença analisar as provas apresentadas durante o processo e decidir, dentro das regras do Tribunal do Júri, sobre a responsabilidade do acusado.

Imagens e perícias estão entre as principais provas: Uma das tentativas da defesa antes do julgamento foi conseguir autorização judicial para realizar uma reprodução simulada dos fatos, conhecida como reconstituição.

O pedido, porém, foi negado.

Na avaliação da Justiça, já existem elementos considerados suficientes para analisar a dinâmica do episódio, entre eles imagens de câmeras de segurança, laudo pericial produzido no local e registros fotográficos.

A questão chegou a ser discutida em instâncias superiores, que mantiveram o entendimento relacionado à desnecessidade da reconstituição diante das provas já existentes.

Testemunhas também estarão no centro do julgamento: Para o júri, o Ministério Público indicou quatro testemunhas. A defesa, por sua vez, apresentou uma lista com cinco nomes.

Entre as testemunhas relacionadas pela defesa estão o capitão da Polícia Militar Vitor dos Santos Feliciane e Wesley Diego da Silva Ferreira, além de outros nomes que deverão ser analisados durante a sessão.

Outro ponto que permaneceu no processo envolve uma arma de fogo mencionada em documentos judiciais.

A defesa obteve autorização para juntar dois boletins de ocorrência, sendo um deles relacionado a Oazir Francisco El Hage Júnior, preso em flagrante por porte ilegal de uma pistola Canik calibre 9 mm. Conforme consta na decisão judicial, a arma seria de propriedade de Paccola.

A defesa buscou esclarecimentos sobre como a pistola, que estaria apreendida, teria chegado às mãos de Oazir. A DHPP informou à Justiça os esclarecimentos solicitados.

Por que o julgamento chama atenção no Nortão?

Embora o processo esteja sendo julgado em Cuiabá, o caso ultrapassou os limites da Capital e se tornou um dos episódios judiciais de maior repercussão em Mato Grosso nos últimos anos.

No Nortão, onde cidades como Colíder, Nova Canaã do Norte, Itaúba, Alta Floresta, Guarantã do Norte e Sinop acompanham atentamente os acontecimentos estaduais, julgamentos envolvendo autoridades e casos de grande repercussão despertam interesse justamente por seus reflexos na segurança pública, na política e no funcionamento da Justiça.

Marcos Paccola volta ao centro das atenções com judicione prevista para esta quinta-feira no Tribunal do Júri de Cuiabá.

Para os moradores de Colíder, acompanhar o que acontece na Capital também significa entender decisões e acontecimentos que fazem parte do cenário de Mato Grosso como um todo.

Página do Nortão acompanha os principais acontecimentos de Mato Grosso

É nesse espaço entre a notícia estadual e o interesse regional que o Portal Página do Nortão busca ampliar a cobertura para os leitores de Colíder e dos demais municípios da região.

A proposta é levar ao público do Nortão não apenas a informação sobre o que aconteceu, mas também explicar por que determinado fato é importante e quais podem ser seus próximos desdobramentos.

No caso Paccola, a expectativa agora está voltada para uma pergunta simples, mas decisiva: o Tribunal do Júri acontecerá nesta quinta-feira ou será necessário definir uma nova data?

Quinta-feira pode ser decisiva: Se o julgamento for mantido, a sessão deverá reunir acusação, defesa, testemunhas e jurados para a análise de um processo que se arrasta desde 2022.

Se houver adiamento, uma nova data deverá ser definida pela Justiça.

Independentemente do caminho adotado, o caso volta ao primeiro plano do noticiário mato-grossense justamente quando chega a uma das etapas mais importantes de sua trajetória.

Para quem acompanha os acontecimentos a partir de Colíder e do Nortão, a quinta-feira promete ser de atenção redobrada sobre o que acontecerá no Tribunal do Júri da Capital.

Paccola é acusado no processo e terá sua responsabilidade criminal analisada pelo Tribunal do Júri. Até uma decisão judicial definitiva, permanece assegurado o princípio da presunção de inocência.

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