Delegada revela uso de empresa fantasma e veículo de luxo por alvos de megaoperação em Lucas do Rio Verde

4 de julho de 2026
civil capal

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Redação: Pagina do Nortão

A delegada Paula Moreira detalhou os resultados da Operação Ragnarok, que investigou uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde.

A delegada Paula Moreira, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Lucas do Rio Verde, detalhou os resultados da Operação Ragnarok, deflagrada na manhã desta sexta-feira. A ação cumpriu 55 mandados de prisão preventiva, 34 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de 15 contas bancárias, que somam mais de R$ 10 milhões.

A operação teve como alvo integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no município.

Segundo a delegada, a ofensiva é resultado de aproximadamente 11 meses de investigação, envolvendo equipes da DERF, o Núcleo de Inteligência da Regional de Nova Mutum e a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil.

“Foi uma investigação complexa, que envolveu toda a equipe da DERF, o Núcleo de Inteligência da Regional de Nova Mutum e a Diretoria de Inteligência. Foram diversos trabalhos para a elaboração dos relatórios que subsidiaram a representação pela prisão preventiva de 55 pessoas, todas identificadas como integrantes da organização criminosa”, afirmou Paula Moreira.

Empresa de fachada e lavagem de dinheiro: As investigações apontaram que, além do tráfico de drogas, o grupo mantinha uma estrutura organizada para ocultar e movimentar recursos obtidos de forma ilícita.

De acordo com a delegada, foram identificadas 15 contas bancárias utilizadas para a lavagem de dinheiro, entre elas uma empresa de fachada criada exclusivamente para dar aparência de legalidade aos valores provenientes das atividades criminosas.

A Operação Ragnarok mobilizou policiais civis para o cumprimento de 55 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão.

“Essa pessoa jurídica era uma empresa fantasma. Ela não funcionava e foi criada unicamente para lavar e movimentar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e da organização criminosa”, explicou.

Mulheres atuavam na movimentação financeira: Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a atuação de quatro mulheres responsáveis pela arrecadação e distribuição dos recursos financeiros da organização criminosa.

Conforme Paula Moreira, elas aparentavam não possuir qualquer ligação com o grupo criminoso, mas recebiam depósitos provenientes da venda de drogas e do pagamento de taxas da facção.

Uma das investigadas reside no estado do Rio de Janeiro.

“Essas mulheres recebiam os valores e depois pulverizavam o dinheiro em diversas outras contas, uma prática bastante comum em crimes de lavagem de dinheiro”, destacou.

Movimentações milionárias incompatíveis: Durante a investigação, também foram autorizadas quebras de sigilo fiscal dos investigados.

Um veículo de luxo, apontado como patrimônio ligado aos investigados, foi apreendido durante a operação.

A análise revelou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos.

“Essas pessoas não tinham qualquer justificativa para movimentar cerca de R$ 2 milhões durante o período investigado, o que demonstra claramente a prática de lavagem de dinheiro”, afirmou a delegada.

Operação considerada exitosa: Para Paula Moreira, os resultados reforçam a integração das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas.

“É uma operação exitosa e que demonstra a força da Polícia Civil. Queremos deixar claro que são as forças de segurança do Estado que mostram sua força no combate ao crime organizado.”

Além do cumprimento dos mandados judiciais, a Operação Ragnarok resultou na apreensão de um veículo de luxo e de mais de 10 quilos de entorpecentes.

 

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