Especialista esclarece que o vírus pode atingir a região anal mesmo sem penetração, destaca os cuidados preventivos e explica por que a colonoscopia não substitui a avaliação específica do canal anal.
Redação: Pagina do Nortão/Joel de Aquino

COLÍDER (MT) – Um alerta médico chama a atenção para um assunto que ainda gera dúvidas e constrangimento: a presença do Papilomavírus Humano (HPV) na região anal. A médica coloproctologista Naw Ally Risso explica que alterações na pele, como fissuras e pequenas lesões, merecem atenção, especialmente quando associadas a condições como hemorroidas externas.
Segundo a especialista, essas alterações podem deixar a região mais vulnerável ao contato com agentes infecciosos. O HPV é transmitido principalmente pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas e pode atingir a região anal mesmo em pessoas que nunca praticaram sexo anal.
Hemorroidas e fissuras exigem atenção – A médica destaca que hemorroidas externas expostas e pequenas fissuras podem favorecer problemas na proteção natural da pele. Por isso, a avaliação de alterações persistentes nessa região é importante.
Entre as orientações apresentadas pela especialista está o uso de cremes de barreira para ajudar na proteção da pele, conforme avaliação e indicação profissional.
É importante lembrar que a presença de hemorroidas ou fissuras não significa, por si só, que uma pessoa tenha HPV ou desenvolverá câncer.

Colonoscopia não substitui a anuscopia – Outro ponto destacado por Naw Ally Risso é a diferença entre os exames. Embora a colonoscopia seja fundamental para avaliar o intestino grosso, ela não substitui a anuscopia, exame direcionado à avaliação do canal anal.
“A colonoscopia não é capaz de diagnosticar coisas que uma anuscopia pode fazer”, pontua a médica.
A especialista também chama a atenção para o câncer do canal anal, que possui características diferentes do câncer colorretal e pode estar relacionado à infecção persistente por determinados tipos de HPV.
Informação e prevenção – Para a população de Colíder e dos municípios do Nortão, a orientação é não ignorar sintomas, evitar a automedicação e procurar um coloproctologista diante de alterações persistentes.
A informação, o diagnóstico adequado e o acompanhamento profissional são aliados importantes na prevenção e na identificação precoce de possíveis problemas de saúde.





