Wellington Fagundes perde pela segunda vez a disputa pelo Governo de MT, mas mantém mandato no Senado

12 de outubro de 2026
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Senador recebeu 430 mil votos na eleição de 2026, enquanto Otaviano Pivetta venceu no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos.

Redação:  Página do Nortão

Wellington Fagundes terminou a disputa pelo Governo de Mato Grosso em segundo lugar e mantém seu mandato no Senado Federal Foto: Divulgação (web).

COLÍDER (MT) – A derrota na disputa pelo Governo de Mato Grosso não significa o fim da trajetória política do senador Wellington Fagundes (PL). Mesmo sem conquistar o Palácio Paiaguás, ele continua com mandato no Senado Federal até 2031, mantendo espaço para participar das articulações políticas estaduais e nacionais.

O resultado das urnas, porém, deixa uma questão importante: como um candidato que começou a campanha competitivo terminou tão distante do primeiro colocado?

Wellington começou competitivo, mas perdeu força na reta final – No início da corrida eleitoral, Wellington aparecia entre os principais nomes na disputa e alimentava expectativas de vitória, apoiado por setores da direita e do bolsonarismo.

Ao longo da campanha, entretanto, o cenário mudou. Decisões estratégicas, dificuldades de articulação entre aliados e a necessidade de consolidar apoios em diferentes regiões podem ter contribuído para o enfraquecimento de sua candidatura.

A composição política também exigiu equilíbrio entre interesses partidários e lideranças com projetos próprios. Nesse contexto, a aproximação com o MDB, partido da deputada estadual Janaína Riva, foi um dos movimentos que passaram a integrar o debate sobre os rumos da campanha.

Pivetta cresceu e confirmou a vitória no primeiro turno – Enquanto Wellington buscava sustentar sua candidatura, Otaviano Pivetta (Republicanos) consolidou sua posição e terminou a eleição com uma vantagem expressiva.

Otaviano Pivetta venceu a eleição para o Governo de Mato Grosso no primeiro turno, com 60,77% dos votos válidos.

Pivetta recebeu 1.128.099 votos, equivalentes a 60,77% dos votos válidos. Wellington ficou em segundo lugar, com 430.442 votos, ou 23,19%.

A diferença entre os dois chegou a 697.657 votos, um resultado que demonstra a dimensão da vitória de Pivetta e o desafio enfrentado pelo senador para ampliar sua base eleitoral.

A força política de quem estava à frente do governo também fez parte do contexto da disputa. Ainda assim, o resultado não pode ser explicado por um único fator: alianças, estratégias de campanha, presença nos municípios e capacidade de mobilização também pesam em uma eleição estadual.

Comparação com 2018 mostra avanço na votação, mas não a vitória – Esta foi a segunda vez que Wellington Fagundes terminou em segundo lugar na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Em 2018, ele recebeu 280.055 votos, correspondentes a 19,56% dos válidos. Em 2026, alcançou 430.442 votos, elevando sua votação absoluta e sua participação percentual.

Apesar do crescimento numérico, o desempenho não foi suficiente para superar Pivetta. A comparação mostra que conquistar mais votos do que em uma eleição anterior não garante, por si só, a vitória, especialmente quando o adversário consegue reunir uma maioria expressiva.

Qual será o próximo passo de Wellington Fagundes? – Com o mandato no Senado ainda em curso, Wellington não precisa deixar a vida pública por causa da derrota. Ele poderá continuar atuando em Brasília, participando de decisões nacionais e mantendo interlocução com prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais.

Para Colíder e os demais municípios do Nortão, a questão é como essa atuação poderá se refletir na defesa de investimentos, obras, infraestrutura e demandas regionais.

A eleição encerrou uma tentativa de chegar ao Governo do Estado, mas não encerrou a trajetória política do senador. O desafio agora será avaliar os resultados da campanha, reorganizar alianças e demonstrar que sua força política permanece relevante em Mato Grosso.

Joel de Aquino | Portal Página do Nortão — De Colíder para o Mundo

 

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