Redação: Pagina do Nortão

Fonte: VGN – Ao se defender das acusações de violência política de gênero, o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou nesta quinta-feira (19.03), em entrevista à imprensa em Cuiabá, que sua fala foi retirada de contexto e que a expressão utilizada faz parte do linguajar regional de quem é cuiabano e várzea-grandense.
A declaração ocorre após repercussão de uma fala direcionada ao líder da prefeita na Câmara, vereador Bruno Rios (PL). Segundo Wanderley, não houve ofensa e a situação deve ser compreendida dentro do ambiente de debate político. “Ali é um embate. Eu não fiz nada de errado. ‘Leiteiro’ é puxa-saco”, afirmou. Ele também disse que houve interpretações equivocadas sobre o conteúdo da fala.
Durante a entrevista, o presidente também comentou o relacionamento com a prefeita Flávia Moretti (PL) e indicou que há divergências entre o Executivo e o Legislativo. Wanderley afirmou que não enfrenta dificuldades com os vereadores, mas atribuiu os conflitos à condução da gestão municipal. Ele citou mudanças no secretariado e o afastamento do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) ao comentar o cenário político. “Eu acho que o problema está nela”, declarou.
Wanderley também citou contratos firmados pela prefeitura, incluindo um acordo de R$ 14,7 milhões para realização de procedimentos cirúrgicos na unidade. Ele afirmou que a mudança no modelo de atendimento, antes realizado por médicos concursados, levanta questionamentos que, segundo ele, precisam ser esclarecidos.
Outro ponto abordado foi o atraso no pagamento de fornecedores, que, de acordo com o presidente, pode impactar diretamente serviços públicos como alimentação hospitalar e coleta de lixo. “Quem trabalha tem que receber”, disse.

Na área política, Wanderley questionou a nomeação do secretário de Governo, citando denúncia anterior envolvendo o nome do gestor. “Você denuncia e depois leva para dentro da gestão. Isso tem seriedade?”, afirmou.
Sobre a possibilidade de impeachment da prefeita, o presidente disse que o tema depende dos vereadores e mencionou que parlamentares têm recorrido à Justiça para obter informações da prefeitura. “Tem vereador entrando com mandado de segurança para conseguir informações”, declarou.




