Eleição muda composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e leva novos nomes para o cenário político estadual
Redação: Pagina do Nortão

A próxima composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá uma dose maior de renovação. Dos 24 deputados estaduais eleitos, cinco vão assumir o mandato pela primeira vez, em uma mudança que promete movimentar o cenário político de Mato Grosso a partir de fevereiro.
Entre os novos parlamentares estão nomes que chegam à Assembleia com experiência em prefeituras, câmaras municipais e articulações políticas regionais. O resultado também reforça a força de diferentes regiões do Estado, do Araguaia ao Oeste, passando pela Baixada Cuiabana e pelo Sul de Mato Grosso.
Para o eleitor do Nortão, a nova composição merece atenção. Embora os cinco novos deputados tenham origem em outras regiões, a chegada de novos grupos políticos à Assembleia pode influenciar diretamente a distribuição de recursos, investimentos e articulações que envolvem os municípios do interior.
Samantha Iris é a terceira mais votada e chega à Assembleia com 57,9 mil votos: Um dos principais destaques da eleição foi a vereadora de Cuiabá Samantha Iris (PL), esposa do prefeito Abílio.
Ela conquistou 57.900 votos, ficando na terceira colocação entre os eleitos, e assumirá seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa.
Samantha deverá renunciar ao cargo de vereadora em janeiro para tomar posse como deputada estadual.
A votação expressiva demonstra a força política do grupo ligado à Prefeitura de Cuiabá e coloca Samantha entre os nomes que chegam à Assembleia com capital eleitoral significativo para iniciar a nova legislatura.
Leo Bortolin deixa a política municipal para assumir mandato estadual: Outro nome que estreia na Assembleia é Leo Bortolin (MDB), ex-prefeito de Primavera do Leste.
Bortolin recebeu 51.040 votos e chega ao Legislativo estadual depois de comandar o município. A experiência como prefeito deve ser um dos principais cartões de visita do novo deputado nas discussões relacionadas aos municípios e à gestão pública.
A presença de ex-prefeitos entre os novos parlamentares também mostra uma característica importante da nova Assembleia: políticos com experiência direta na administração municipal ganhando espaço no Legislativo estadual.
Primeira-dama de Rondonópolis amplia bancada feminina
A nova Assembleia também terá uma presença feminina maior.

Alessandra Ferreira (Podemos), primeira-dama de Rondonópolis, foi eleita com 50.802 votos. O prefeito Claudio Ferreira, seu esposo, foi um dos principais articuladores de sua campanha.
Com a eleição de Alessandra, a bancada feminina aumenta para duas deputadas estaduais. Na atual legislatura, a representação feminina conta com Janaina Riva, que disputou a eleição para o Senado e não foi eleita.
A chegada de Alessandra à Assembleia coloca Rondonópolis novamente no centro das articulações políticas estaduais e amplia a representatividade feminina no Legislativo de Mato Grosso.
Alcino Barcelos representa o Oeste de Mato Grosso: Entre os novos deputados está também Alcino Barcelos (PL), de Pontes e Lacerda, na região Oeste do Estado.
Pecuarista, Alcino recebeu 22.624 votos e conquistou uma das cadeiras pelo cálculo das médias.
Ele já possui experiência política. Foi prefeito de Pontes e Lacerda entre 2021 e 2024 e disputou três eleições para deputado estadual, tendo iniciado sua trajetória eleitoral para o cargo em 2010.
A chegada de Alcino à Assembleia também chama atenção por ocorrer em meio a questões envolvendo sua gestão anterior. No mês passado, ele foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal que investiga supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura durante seu governo.
As investigações ainda seguem seus trâmites e eventuais responsabilidades deverão ser definidas pelas autoridades competentes.
Aldecino Lopo conquista a última vaga: Outro estreante na Assembleia será Aldecino Lopo (Podemos), que recebeu 21.146 votos e ficou com a última vaga.
Ex-prefeito de Ponta do Araguaia, na região do Araguaia, Aldecino também tem trajetória ligada ao setor agropecuário. Ele disputou duas eleições para prefeito.
Sua maior votação veio de Barra do Garças, onde recebeu mais de 13 mil votos, mostrando a força regional de sua candidatura.
A chegada de Aldecino representa mais espaço para a região do Araguaia no Legislativo estadual e reforça o peso das lideranças municipais na formação da nova Assembleia.

Ulysses Moraes retorna para um segundo mandato: Nem todos os nomes que conquistaram espaço na nova composição serão estreantes.
Ulysses Moraes (Podemos), que já exerceu mandato na legislatura passada, foi eleito novamente com 56.207 votos e retornará à Assembleia para um segundo mandato.
A votação expressiva coloca Ulysses entre os nomes que chegam à nova legislatura com forte respaldo eleitoral.
Assembleia também terá saída de nomes conhecidos: Se por um lado cinco novos deputados chegam à Assembleia, por outro, nomes conhecidos da política mato-grossense ficaram fora da relação dos eleitos.
Entre eles está Eduardo Botelho (União), que presidiu a Assembleia no primeiro biênio da atual legislatura. Ele recebeu 37.653 votos e terminou na primeira suplência.
Paulo Araújo (Republicanos) também não conseguiu retornar ao Legislativo estadual. Ele obteve 30.388 votos.
Outro nome tradicional que ficou de fora foi Julio Campos (União), que recebeu 18.517 votos.
Elizeu Nascimento (Novo), por sua vez, deixa a Assembleia e terminou na suplência com 17.663 votos.
Juca do Guará também não conseguiu a reeleição. Ele recebeu 17.349 votos e ficou na suplência.

O que muda para Mato Grosso e para o Nortão: A renovação da Assembleia Legislativa abre uma nova etapa para a política de Mato Grosso.
Para municípios do Nortão, como Colíder e cidades da região, a composição do Legislativo estadual será importante principalmente nas discussões sobre infraestrutura, saúde, educação, segurança, logística e investimentos públicos.
A força política das regiões do interior costuma ser decisiva na definição das prioridades do Estado. Por isso, a atuação dos novos deputados será acompanhada de perto pelos municípios que dependem de articulação junto ao Governo de Mato Grosso e à Assembleia para viabilizar obras e recursos.
Em uma região marcada pelo crescimento do agronegócio, pela expansão urbana e por desafios históricos de infraestrutura, o Nortão deve continuar buscando espaço nas decisões estaduais.
Renovação pode mudar o equilíbrio político na Assembleia: Com cinco estreantes e a saída de nomes tradicionais, a próxima legislatura começa com um cenário diferente do atual.
A expectativa agora se volta para a formação dos blocos partidários, escolha da Mesa Diretora e definição das principais comissões da Assembleia.
Também será preciso observar como os novos deputados irão se posicionar diante do Governo do Estado e quais deles terão maior protagonismo nas discussões que envolvem os municípios do interior.
Para Colíder e todo o Nortão, a nova composição representa mais um capítulo na disputa por espaço, investimentos e influência política dentro de Mato Grosso.
A partir de fevereiro, os novos deputados terão a oportunidade de transformar a votação recebida nas urnas em atuação política. E será justamente no trabalho dentro da Assembleia que o eleitor poderá avaliar quais dos novos nomes conseguirão se destacar e representar efetivamente suas regiões.





