Polícia Civil prende três suspeitos no Pará; arma e motocicleta usadas no assassinato de José Porto Andrade estão entre os principais elementos investigados
Redação: Pagina do Nortão/Joel de Aquino
GOIÁS / PARÁ – A investigação sobre o assassinato do ex-prefeito de Pontalina (GO), José Porto Andrade, de 88

anos, revelou uma possível trama criminosa que teria sido articulada por um familiar da vítima. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o próprio primo do ex-prefeito, Clovis Guimarães Andrade, confessou ter pago R$ 100 mil pela execução.
O crime ocorreu em 5 de agosto e voltou a ter novos desdobramentos nesta sexta-feira (16), quando três suspeitos foram presos em Jacundá, no Pará. A operação contou com o apoio da Polícia Civil paraense.
O caso chama a atenção pela suspeita de participação de pessoas de diferentes localidades em um homicídio que teria sido planejado com antecedência e mediante pagamento.
Três suspeitos são presos no Pará – De acordo com as investigações, os três homens presos temporariamente teriam participado da preparação do crime, fornecendo a arma de fogo e a motocicleta utilizadas pelo atirador.
As identidades dos suspeitos não foram divulgadas pelas autoridades.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. A ação teve como objetivo reunir provas e aprofundar a apuração sobre a participação de cada investigado.
Onze armas são apreendidas durante operação – Entre os materiais recolhidos pelos policiais estão 11 armas de fogo, incluindo carabinas e uma pistola calibre 9 milímetros, além de grande quantidade de munições.
A pistola apreendida chamou a atenção dos investigadores por apresentar o mesmo calibre da arma utilizada no assassinato de José Porto Andrade.
O armamento será levado para Goiás e encaminhado ao Instituto de Criminalística, onde passará por exames periciais. A análise poderá ajudar a esclarecer se a pistola apreendida foi efetivamente utilizada no homicídio.
Perícia pode ajudar a esclarecer o assassinato – A investigação busca estabelecer a ligação entre os materiais apreendidos e a execução do ex-prefeito, além de esclarecer a atuação dos suspeitos na preparação e na realização do crime.

Embora a investigação aponte para uma possível contratação de executores, a confirmação dos elementos técnicos dependerá dos resultados da perícia e do avanço dos procedimentos policiais e judiciais.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás.
Caso repercute além de Goiás – A prisão de suspeitos no Pará demonstra a dimensão interestadual das diligências e a necessidade de cooperação entre as forças policiais para esclarecer crimes com possíveis ramificações em diferentes estados.
Para os leitores de Colíder e dos municípios do Nortão de Mato Grosso, o caso também chama a atenção para a atuação integrada das polícias em investigações que ultrapassam limites estaduais.
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