PERDERAM A MÃE E AGORA ISSO: Justiça nega pensão a filhos de vítima de feminicídio

23 de abril de 2026
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Redação: Paginado Nortão

Produção artesanal de queijos foi usada como argumento para negar pensão aos filhos.

Foto: Reprodução (web)  Um caso que tem gerado indignação em Mato Grosso voltou a ganhar repercussão e também é acompanhado pela Página do Nortão, portal com forte presença em Colíder e em todo o Nortão.

A Justiça Federal negou o pedido de pensão por morte aos dois filhos menores de Raquel Cattani, vítima de feminicídio em 2024, sob o argumento de que ela não se enquadrava como trabalhadora rural de subsistência.

Fachada ou imagem simbólica do Superior Tribunal de Justiça

Raquel, que era filha do deputado estadual Gilberto Cattani, foi morta de forma brutal em sua propriedade em Nova Mutum, em um crime que chocou o estado.

Segundo a decisão, o fato de ela possuir uma queijaria artesanal com certa estrutura e reconhecimento acabou sendo usado como justificativa para negar o benefício previdenciário aos filhos.

A defesa contesta duramente. O advogado da família afirma que Raquel não era empresária de grande porte e que sua produção era limitada, comparável a pequenos produtores. Para ele, a decisão ignora a realidade e deixa as crianças, hoje com 5 e 8 anos, em situação de vulnerabilidade.

Raquel Cattani foi vítima de feminicídio em Mato Grosso e deixou dois filhos pequenos.

O caso já percorre instâncias superiores e segue em análise no Superior Tribunal de Justiça. A expectativa da família é reverter a decisão.

Para a defesa, a discussão vai além da lei: envolve o direito de duas crianças que perderam a mãe de forma violenta e agora lutam por amparo.

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