OPINIÃO: QUANDO A VIOLÊNCIA ENTRA NA POLÍTICA, A SOCIEDADE PRECISA REAGIR

23 de abril de 2026
vereador CASADO E PREFEITA

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Por Joel de Aquino

Registro com a deputada federal Gisela Simona, que recentemente se manifestou sobre casos de violência doméstica e violência política de gênero no estado.

Nos últimos dias, Mato Grosso voltou a ser palco de situações que não podem mais ser tratadas como “casos isolados”. O que estamos vendo é algo mais profundo — e preocupante: a naturalização da violência, inclusive dentro da política.

A deputada federal Gisela Simona trouxe à tona denúncias graves envolvendo um vereador do Nortão, acusado de violência doméstica contra a própria esposa. Um caso que, por si só, já exige investigação rigorosa e punição exemplar, caso seja comprovado.

Mas o problema não para por aí.

Declarações em plenário contra a prefeita colocaram vereador de Pedra Preta no centro de um processo de cassação e de críticas por violência política de gênero.

Em outro episódio, declarações desrespeitosas e ataques pessoais contra prefeitas em municípios mato-grossenses levantaram um debate ainda maior: até onde vai a liberdade de expressão de um agente público? E em que momento isso se transforma em violência política de gênero?

É preciso dizer com todas as letras: não é opinião, não é discurso político — é violência.

Quando um vereador utiliza palavras ofensivas, atinge a honra de uma mulher ou tenta desqualificá-la pelo simples fato de ser mulher, ele não está fazendo política. Está ultrapassando os limites do respeito, da ética e da própria função pública.

E isso precisa ter consequência.

A política não pode ser abrigo para comportamentos que, fora dela, seriam amplamente repudiados. Muito menos pode servir de escudo para quem agride — seja dentro de casa ou no plenário de uma Câmara Municipal.

O que se espera das instituições é uma resposta clara:

  • investigação séria
  • posicionamento dos partidos
  • atuação firme do Legislativo
  • e, quando necessário, cassação de mandato

Porque o silêncio também é uma forma de conivência.

Não se trata de perseguição política. Trata-se de responsabilidade. Quem ocupa um cargo público precisa entender que representa a população — e isso inclui dar exemplo.

Casos como esses não atingem apenas as vítimas diretas. Eles ferem toda a sociedade, especialmente as mulheres que ainda enfrentam diariamente o preconceito, o desrespeito e a violência.

Se queremos uma política mais justa, mais humana e mais respeitosa, precisamos começar pelo básico: não tolerar o intolerável.

Pagina do Nortão, a noticia de FRENTE

A pergunta que fica é simples — e incômoda:  que tipo de representantes estamos dispostos a aceitar?

Joel de Aquino

Jornalista | Página do Nortão | Web Rádio Pioneira

 

 

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