Decisão mantém Etevaldo Caçadini em unidade militar na capital federal; julgamento está marcado para 29 de setembro. Caso, um dos mais acompanhados de Mato Grosso, também tem entre seus representantes jurídicos dois nomes de destaque do Nortão
Redação: Pagina do Nortão

Um dos processos criminais que mais despertam atenção em Mato Grosso volta a ganhar novos capítulos às vésperas do julgamento. O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada na Justiça Militar, negou novamente o pedido da defesa do coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas para que ele seja transferido da unidade militar onde está preso, em Brasília (DF), para Belo Horizonte (MG).
Caçadini é apontado pelo Ministério Público como suposto financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri. Ele nega as acusações, e o caso ainda será submetido ao Tribunal do Júri, marcado para o dia 29 de setembro.
A decisão chama atenção não apenas pela proximidade do julgamento, mas também pela dimensão que o processo alcançou em Mato Grosso. O assassinato de Zampieri, ocorrido em Cuiabá, provocou grande repercussão no Estado e passou a ser acompanhado de perto pelo meio jurídico, pelas autoridades e pela sociedade.
Novo pedido de transferência é rejeitado: Esta é a segunda vez que a defesa de Caçadini solicita sua transferência de Brasília para Belo Horizonte.

Em agosto, o magistrado já havia rejeitado pedido semelhante. Na ocasião, os advogados argumentaram que a capital mineira dispõe de estrutura militar adequada, estaria mais próxima da família do acusado e poderia oferecer melhores condições diante de questões relacionadas à saúde do coronel.
O próprio Comando da 4ª Região Militar havia confirmado a existência de instalações disponíveis para receber Caçadini.
Após a primeira decisão, a defesa apresentou embargos de declaração, sustentando que a manifestação do Exército sobre a possibilidade de transferência não teria sido considerada de maneira adequada. Também foram questionados os fundamentos utilizados para a permanência do militar em Brasília e o alcance de uma determinação do Supremo Tribunal Federal.
O juiz, entretanto, manteve seu entendimento.
Segundo a decisão, a existência de estrutura militar disponível em Belo Horizonte foi considerada, mas representa uma questão de natureza logística e administrativa que, na avaliação do magistrado, não supera os fundamentos relacionados à segurança pública e ao interesse do processo.
Defesa também questionou informação divulgada pela imprensa
Outro ponto analisado pelo juiz envolveu informações divulgadas por veículos de comunicação a respeito de um suposto pedido de liberdade feito pela defesa.
Os advogados sustentaram que não haviam requerido a soltura do coronel, mas somente sua transferência para Belo Horizonte, e argumentaram que a divulgação da informação poderia prejudicar a imagem do acusado.
O magistrado esclareceu que, naquele momento, a defesa realmente não havia pedido a liberdade de Caçadini.
A manutenção da prisão preventiva, segundo a decisão, foi analisada pelo próprio Judiciário, independentemente de um pedido específico dos advogados, em razão da obrigação legal de revisar periodicamente a necessidade da prisão.
O juiz também destacou que o processo é público e que o Poder Judiciário não possui controle sobre a maneira como informações de processos públicos são divulgadas pela imprensa.
Nortão acompanha de perto um dos processos mais polêmicos de Mato Grosso
Embora o caso tenha como cenário principal a capital Cuiabá, seus desdobramentos também repercutem fortemente no Nortão de Mato Grosso, região que possui uma comunidade jurídica cada vez mais atuante e profissionais que participam de processos de grande relevância em diferentes comarcas do Estado.

Nesse contexto, dois advogados ligados a Colíder ganharam espaço na defesa técnica relacionada ao caso: Dr. Jaime Carvalho Junior e Dr. Silvio Eduardo Polidoro, profissionais com atuação reconhecida no meio jurídico mato-grossense.
Jaime Carvalho Junior residiu durante muitos anos em Colíder, cidade onde construiu parte importante de sua trajetória profissional e de sua relação com a comunidade jurídica do Nortão. Atualmente residente em Alta Floresta, continua atuando em diferentes regiões de Mato Grosso e participando de demandas jurídicas de grande complexidade.
Já Silvio Eduardo Polidoro, morador de Colíder, mantém sua atuação profissional diretamente ligada à região, sem deixar de transitar por outras comarcas e centros jurídicos do Estado.
Os dois profissionais também são conhecidos pela participação em atividades acadêmicas e institucionais. Além da atuação nos tribunais e nas comarcas, são frequentemente convidados para palestras em universidades e outros espaços de formação e debate jurídico, contribuindo para a discussão de temas relacionados ao Direito e à prática profissional.
A presença de profissionais de Colíder em um processo de tamanha repercussão evidencia, ainda, a importância que o Nortão vem conquistando no cenário jurídico de Mato Grosso.
Colíder também está no mapa dos grandes debates jurídicos
Para Colíder, a participação de advogados em processos de repercussão estadual reforça uma característica que vem se consolidando ao longo dos anos: a cidade deixou de ser vista apenas como um polo regional e passou a projetar profissionais e empresas para além de suas fronteiras.
O Nortão, por sua vez, acompanha cada vez mais de perto os principais acontecimentos do Judiciário mato-grossense. E é justamente nesse espaço que veículos de comunicação regionais desempenham um papel importante.

Entre eles está o Portal Página do Nortão, que tem como proposta levar aos leitores informação sobre os acontecimentos que movimentam Colíder, o Nortão e Mato Grosso, aproximando a população regional dos fatos que têm impacto direto ou indireto na vida pública do Estado.
Julgamento se aproxima: Com a decisão mais recente, Etevaldo Caçadini permanece custodiado no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília.
O próximo grande capítulo do processo será o julgamento pelo Tribunal do Júri, previsto para 29 de setembro. Até lá, a expectativa é de que o caso continue mobilizando o meio jurídico e atraindo a atenção da imprensa e da sociedade.
Independentemente do resultado, o processo já se tornou um dos casos criminais de maior repercussão dos últimos anos em Mato Grosso — e, para o Nortão, também representa um momento de visibilidade para profissionais que atuam na região e participam de discussões jurídicas de alcance estadual.
Importante: as acusações atribuídas a Etevaldo Caçadini são alegações que serão submetidas ao julgamento, e a responsabilidade criminal deverá ser definida pelo Tribunal do Júri. Foto: Divulgação





