Gisela Simona: experiência, representatividade e um olhar que pode fazer diferença no futuro de Mato Grosso

12 de agosto de 2026
GISELA BRASILIA

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Por Joel de Aquino – Opinião | Página do Nortão

Joel de Aquino ao lado de Gisela Simona: uma fotografia que registra proximidade e também uma reflexão sobre a trajetória e o futuro político de Mato Grosso.

Em um momento em que começam a surgir discussões sobre os possíveis caminhos da política de Mato Grosso para as próximas eleições, alguns nomes chamam a atenção não apenas pelos cargos que já ocuparam, mas principalmente pela história que construíram antes de chegar aos grandes espaços de decisão. É nesse contexto que considero importante falar sobre Gisela Simona.

Tenho uma aproximação com Gisela e, por isso, tive a oportunidade de acompanhar um pouco mais de perto sua trajetória. E uma das coisas que mais me chama a atenção é que sua história na vida pública não começou com um mandato político.

Gisela é servidora pública há aproximadamente duas décadas e construiu uma carreira diretamente ligada à defesa do cidadão. Foi superintendente do Procon-MT, experiência que lhe permitiu conhecer de perto as dificuldades enfrentadas diariamente por pessoas que procuram o poder público em busca de orientação, defesa de seus direitos e soluções para problemas concretos.

Isso, na minha visão, faz diferença.

Antes de conhecer Brasília e os corredores do Congresso Nacional, Gisela conheceu a realidade de quem está do outro lado do balcão. Conheceu pessoas simples, famílias que precisam de ajuda, consumidores que muitas vezes não sabem a quem recorrer e cidadãos que esperam do Estado uma resposta.

Essa experiência ajuda a explicar o perfil que ela levou posteriormente para a política.

Uma história de vida que representa muita gente

Gisela é cuiabana, mulher, negra e de origem humilde. Esses elementos fazem parte de sua história e ajudam a compreender a importância de sua presença nos espaços de decisão.

Não se trata simplesmente de defender alguém por ser mulher ou por sua origem. Trata-se de reconhecer que a política também precisa ser formada por pessoas que tenham vivido experiências diferentes e que possam levar para as decisões públicas um olhar que nem sempre está presente.

Gisela conhece a realidade de Cuiabá e, principalmente, conhece os contrastes de uma capital que cresceu muito, mas que ainda convive com regiões onde famílias enfrentam dificuldades relacionadas à saúde, renda, educação, infraestrutura e acesso aos serviços públicos.

Ela conhece os chamados bolsões de pobreza da Grande Cuiabá, e essa vivência social pode ser importante quando se discute o futuro de um Estado tão grande e tão desigual como Mato Grosso.

Uma mulher com experiência política e social

Durante seu mandato na Câmara Federal, Gisela ampliou sua experiência e passou a atuar em um ambiente completamente diferente daquele que conhecia no serviço público estadual.

Em Brasília, passou a lidar com grandes debates nacionais, projetos de lei, comissões, articulações políticas e demandas vindas de diferentes regiões.

Mas não deixou de lado pautas que marcaram sua trajetória, como a defesa das mulheres, dos consumidores, das pessoas em situação de vulnerabilidade e dos serviços públicos.

Também teve atuação relacionada à saúde, área extremamente importante para Mato Grosso e, principalmente, para o interior.

E aqui faço questão de destacar uma questão que conhecemos muito bem em Colíder e em todo o Nortão.

O interior precisa estar presente nas grandes decisões

Quem vive no interior sabe que saúde não pode ser tratada apenas como uma discussão política.

É a mãe que precisa levar o filho para outra cidade.

É o paciente que espera por uma consulta especializada.

É a família que precisa viajar centenas de quilômetros para realizar um exame ou buscar tratamento.

É o município que precisa de recursos para melhorar sua estrutura e oferecer atendimento mais digno à população.

Por isso, quando um parlamentar consegue contribuir com emendas, recursos e articulações para fortalecer a saúde dos municípios, o resultado não fica apenas no papel.

Ele chega à vida das pessoas.

Durante sua passagem pela Câmara Federal, Gisela teve atuação e destinou recursos para diferentes áreas e municípios de Mato Grosso, com destaque também para demandas relacionadas à saúde.

Para nós, que acompanhamos diariamente a realidade de Colíder e do Nortão, esse tipo de atuação merece ser observado.

Nossa região está distante de Cuiabá geograficamente, mas não pode estar distante das decisões políticas e dos investimentos do Estado.

O olhar feminino também faz diferença

Outro aspecto que considero importante é a presença de Gisela como mulher em um ambiente político ainda predominantemente masculino.

Não acredito que mulheres sejam melhores que homens ou que homens sejam melhores que mulheres.

Acredito, sim, que experiências diferentes tornam a política mais completa.

Uma mulher que conhece as dificuldades enfrentadas por outras mulheres, que acompanha questões relacionadas à saúde, violência, maternidade, trabalho, renda e família pode trazer uma perspectiva importante para as decisões públicas.

E esse olhar feminino é ainda mais necessário em um Estado que continua crescendo e enfrentando novos desafios sociais.

Por que pensar em Gisela como vice-governadora?

É evidente que as decisões sobre uma eventual chapa ao Governo de Mato Grosso ainda dependem de muitas conversas, alianças e definições políticas.

Mas é justamente por isso que considero importante discutir os perfis que podem fazer parte desse processo.

Na minha visão, Gisela Simona reúne características que poderiam agregar muito a uma eventual administração estadual.

Ela traz aproximadamente duas décadas de experiência no serviço público, conhece a realidade de Cuiabá, tem uma trajetória ligada à defesa dos direitos do cidadão, passou pelo Procon-MT, chegou à Câmara Federal, conhece o funcionamento de Brasília e teve contato com demandas de municípios do interior.

Além disso, traz consigo uma história de representatividade e um olhar voltado para questões sociais que considero importantes para o Mato Grosso de hoje.

Uma eventual vice-governadora com esse perfil poderia exercer um papel que vai muito além de simplesmente ocupar uma posição na chapa.

Poderia ser uma ponte entre o Governo, a capital e os municípios.

Poderia ajudar a aproximar as decisões estaduais das necessidades de quem está na ponta.

E essa aproximação é especialmente importante para regiões como o Nortão.

Colíder e o Nortão também precisam ser ouvidos

Nós, que vivemos em Colíder, sabemos que o desenvolvimento do Estado precisa chegar ao interior.

O Nortão produz, trabalha, gera empregos, movimenta a economia e contribui para que Mato Grosso continue crescendo. Mas também possui necessidades próprias e precisa ser ouvido nas decisões que definem o futuro do Estado.

Saúde, infraestrutura, educação, segurança, geração de empregos e fortalecimento dos municípios precisam estar entre as prioridades.

Por isso, quando penso em alguém que poderia ocupar uma posição estratégica no Governo, considero importante observar não apenas o cargo que a pessoa já ocupou, mas a experiência que ela acumulou ao longo da vida.

E nesse ponto, Gisela tem uma história que merece ser considerada.

Uma fotografia que representa uma reflexão

Tenho uma fotografia ao lado de Gisela Simona. Para muitos, pode ser apenas o registro de um encontro.

Para mim, representa também uma aproximação e a oportunidade de conhecer um pouco mais de perto uma mulher que construiu sua trajetória antes mesmo de entrar na política.

E talvez seja exatamente isso que mais me chama a atenção.

Gisela não chegou à política sem experiência. Chegou depois de anos de serviço público, depois de conhecer as dificuldades do cidadão e depois de construir uma trajetória profissional própria.

Agora, diante das discussões que começam a surgir sobre o futuro político de Mato Grosso, acredito que seu nome merece ser observado com atenção.

Não apenas por ser mulher.

Não apenas por ser negra.

Não apenas por ser cuiabana.

Mas pelo conjunto de sua história, pela experiência adquirida e pela possibilidade de representar um olhar diferente dentro de uma futura administração estadual.

No final das contas, a política precisa de nomes, mas precisa principalmente de histórias, experiência, compromisso e capacidade de ouvir.

E quando penso em Gisela Simona, é justamente esse conjunto que vejo.

Para Colíder, para o Nortão e para todo Mato Grosso, ter pessoas com diferentes experiências participando das grandes decisões pode ser uma oportunidade de construir uma política cada vez mais próxima da realidade da população.

Essa é a minha visão e a reflexão que deixo aos leitores do Página do Nortão.

 Por: Joel de Aquino

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