Apresentadores, jornalistas, músicos, ex-jogadores e influenciadores apostaram na popularidade, mas não conseguiram transformar fama em mandato
Redação: Pagina do Nortão

A fama acumulada na televisão, no esporte, na música e nas redes sociais não foi suficiente para garantir uma cadeira no Legislativo nas Eleições 2026.
Uma lista que circula após a apuração mostra a votação de diversos nomes conhecidos que entraram na disputa eleitoral em São Paulo, mas terminaram o primeiro turno sem conseguir uma vaga. Entre eles estão apresentadores de televisão, jornalistas, artistas, influenciadores, ex-jogadores de futebol e personalidades que já eram conhecidas do grande público muito antes de entrarem para a política.
O caso que mais chama atenção é o de José Luiz Datena, que aparece na liderança da relação, com 51.071 votos na disputa por uma vaga de deputado federal pelo PSB. Mesmo com uma votação expressiva em números absolutos, o resultado não foi suficiente para garantir a eleição.
O desempenho dos famosos chama atenção também por outro motivo: nomes que possuem enorme

reconhecimento nacional encontraram nas urnas um desafio bem diferente daquele enfrentado diante das câmeras.
Datena ficou na frente entre os famosos: Datena foi o nome mais votado da lista apresentada na imagem, alcançando 51.071 votos.
Na sequência aparece Adrilles Jorge, do União Brasil, com 26.694 votos.
A disputa seguinte foi praticamente voto a voto. Silvia Abravanel, do PSD, terminou com 22.464 votos, enquanto Rachel Sheherazade, também do PSD, recebeu 22.451 votos — apenas 13 votos separaram as duas candidaturas.
Outro nome conhecido da televisão, Netinho de Paula, do MDB, somou 19.336 votos. Já Jean Wyllys, do PT, registrou 18.073 votos.
Confira a relação apresentada:
- José Luiz Datena (PSB) – 51.071 votos
- Adrilles Jorge (União Brasil) – 26.694 votos
- Silvia Abravanel (PSD) – 22.464 votos
- Rachel Sheherazade (PSD) – 22.451 votos
- Netinho de Paula (MDB) – 19.336 votos
- Jean Wyllys (PT) – 18.073 votos
- Eduardo Xaropinho (PDT) – 15.382 votos
- Geraldo Luís (Avante) – 10.176 votos
- Luis Fabiano (MDB) – 9.613 votos
- Baianinho de Mauá (União Brasil) – 7.452 votos
- MC Gui (PSD) – 7.378 votos
- Manoel Gomes, o Caneta Azul (Avante) – 7.239 votos
- Marquito do Ratinho (PSD) – 1.595 votos
Os números são referentes às candidaturas listadas nas reportagens publicadas após a apuração das eleições em São Paulo.
Quando a popularidade encontra a urna: O resultado traz uma reflexão que também interessa ao eleitor de Colíder e de todo o Nortão de Mato Grosso: ser conhecido não significa, necessariamente, ter força eleitoral suficiente para conquistar um mandato.

Uma personalidade pode possuir milhões de seguidores, anos de televisão, reconhecimento nacional ou uma carreira consolidada em outra área. Nas urnas, porém, o eleitor precisa decidir se aquela pessoa representa seus interesses e se está preparada para exercer um cargo público.
É justamente nesse ponto que a eleição costuma separar popularidade de voto.
A experiência desses candidatos mostra que transformar reconhecimento público em votação depende de diversos fatores, como estrutura partidária, campanha, identificação com o eleitor, presença regional e capacidade de construir uma base política.
O exemplo que chama atenção para Colíder e o Nortão: Para quem acompanha a política em Colíder, Alta Floresta, Sinop, Sorriso, Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo e demais municípios da região, o cenário também serve como lembrete de que eleição se ganha com conexão com o eleitor.
No Nortão, onde temas como infraestrutura, saúde, segurança, agricultura, pecuária, logística e melhoria das rodovias fazem parte da rotina da população, a identificação regional pode pesar muito na hora da escolha.
É por isso que a chegada de nomes famosos à política sempre provoca curiosidade, mas também levanta uma pergunta importante: até que ponto a popularidade construída fora da política consegue se transformar em confiança nas urnas?
A resposta apareceu nos resultados das eleições.
Silvia Abravanel e Rachel Sheherazade protagonizaram disputa apertada
Um dos detalhes que mais chamam atenção na lista é a pequena diferença entre Silvia Abravanel e Rachel Sheherazade.
Silvia terminou com 22.464 votos, enquanto Rachel alcançou 22.451. A diferença foi de apenas 13 votos.
As duas disputaram uma vaga pelo PSD e estavam entre os nomes mais conhecidos da relação, mostrando que, mesmo entre candidaturas com grande exposição pública, cada voto pode fazer diferença.
Da televisão para as urnas
A lista reúne nomes de áreas completamente diferentes.

Há apresentadores como Datena, Silvia Abravanel e Geraldo Luís; jornalistas como Rachel Sheherazade; personalidades da internet e da música, como MC Gui e Manoel Gomes; além de nomes ligados ao futebol, como Luis Fabiano.
Também aparecem figuras conhecidas do universo do entretenimento, como Eduardo Xaropinho e Marquito, ligados ao programa do Ratinho.
A diversidade da lista mostra como a política passou a disputar espaço também com a cultura pop, a televisão e as redes sociais.
Mas o resultado deixa uma mensagem clara: a fama pode abrir portas, mas não garante votos suficientes para atravessá-las.
E você, votaria em um famoso?
O resultado certamente vai render discussão entre os eleitores.
Para alguns, a popularidade pode ser justamente o motivo para acreditar que uma personalidade teria condições de representar a população. Para outros, ocupar um cargo público exige experiência, conhecimento da realidade local e atuação política.
No fim, a urna dá ao eleitor a palavra final.
E no Nortão, onde a política costuma ser acompanhada de perto pela população, a discussão permanece: um rosto conhecido ajuda ou atrapalha uma candidatura?
Essa é uma pergunta que, certamente, ainda vai render muita conversa nas ruas, nas redes sociais e nos bastidores da política regional. Foto: Divulgação (web)





