Redação: Pagina do Nortão

Parlamentar afirma que conversas investigadas foram retiradas de contexto e garante tranquilidade diante da quebra de sigilos
COLÍDER MT – A repercussão da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para apurar supostas irregularidades envolvendo decisões judiciais em Mato Grosso, ganhou novos desdobramentos nos últimos dias após o deputado estadual Faissal Calil (PL) apresentar publicamente sua versão sobre os fatos investigados.
O parlamentar, que teve o nome citado no inquérito da Polícia Federal, afirmou que as suspeitas surgiram a partir de interpretações equivocadas de conversas relacionadas à sua atuação profissional como advogado, negando qualquer envolvimento com suposta comercialização de sentenças judiciais.
Segundo Faissal, um dos principais pontos mencionados na investigação refere-se a mensagens trocadas com o advogado Roberto Zampieri no dia 5 de dezembro de 2023. De acordo com o deputado, o diálogo estava relacionado exclusivamente a uma disputa fundiária no município de Ribeirão Cascalheira, onde ambos atuavam representando partes contrárias.
O parlamentar explicou que as conversas envolviam tratativas para um possível acordo entre os clientes envolvidos na disputa, sem qualquer ligação com decisões judiciais ou favorecimentos indevidos.
“Estávamos discutindo possibilidades de acordo entre as partes. Minha atuação foi estritamente profissional e dentro da legalidade”, afirmou.

Deputado contesta rumores: Durante entrevista, Faissal também rebateu informações que circularam nos bastidores sobre supostas apreensões de itens de luxo e armamentos em sua residência durante o cumprimento dos mandatos da Polícia Federal.
Segundo ele, os agentes recolheram apenas seu aparelho celular, tendo inclusive recebido voluntariamente as senhas de acesso para auxiliar nas investigações.
O deputado destacou ainda que não foram encontrados valores em dinheiro, joias ou objetos de grande valor em sua residência, classificando algumas informações divulgadas como desencontradas.
Confiança nas investigações: Faissal declarou estar tranquilo em relação à quebra de seus sigilos bancário e telefônico, afirmando que sua movimentação financeira pode ser plenamente justificada por meio de honorários profissionais e recursos vinculados à atividade parlamentar.
O deputado também ressaltou que continua exercendo normalmente suas funções na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, uma vez que não existe determinação judicial para afastamento do cargo.
Caso segue sob investigação: A Operação Gemini continua em andamento e busca esclarecer supostas irregularidades envolvendo integrantes do sistema judiciário mato-grossense. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelos órgãos competentes.

Enquanto os trabalhos prosseguem, Faissal Calil reafirma sua inocência e aguarda o avanço das apurações para, segundo ele, comprovar que sua atuação sempre ocorreu dentro dos limites da legalidade.
O caso segue sendo acompanhado com atenção em todo o estado, inclusive na região norte de Mato Grosso, onde o parlamentar possui apoiadores e mantém atuação política conhecida.
Página do Nortão acompanha os desdobramentos do caso e seguirá trazendo informações atualizadas para os leitores de Colíder, do Nortão de Mato Grosso e de todo o estado.





