Presidente Cristiano Dresch afirma que clube paulista ganhou vantagem esportiva enquanto deixava compromissos financeiros em aberto
Redação: Pagina do Nortão / Joel de Aquino

COLÍDER (MT) – Uma dívida milionária envolvendo dois clubes tradicionais do futebol brasileiro voltou a movimentar os bastidores do esporte. O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, voltou a cobrar o Corinthians pelo pagamento de valores referentes à contratação do volante Raniele, negociado em 2024.
Segundo declarações do dirigente ao portal Máquina do Esporte, a pendência gira em torno de R$ 18 milhões. O caso já foi levado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), responsável por tratar conflitos financeiros no futebol.
Presidente do Cuiabá critica contratações do Corinthians – Dresch também questionou a política de contratações adotada pelo Corinthians durante a temporada de 2024. Naquele ano, o clube paulista anunciou 18 reforços, com investimentos estimados em R$ 172,2 milhões, considerando os valores parcelados.
Na avaliação do presidente do Cuiabá, o investimento fortaleceu o elenco corintiano e proporcionou vantagem competitiva diante de adversários que enfrentavam dificuldades para manter seus compromissos financeiros.
“Na época, eu usei a frase de que o Corinthians estava dando um golpe no futebol brasileiro, e foi justamente isso”, declarou Dresch.
Cuiabá cobra o cumprimento dos compromissos financeiros assumidos pelo clube paulista.

Negociação de Raniele continua no centro da disputa – A contratação de Raniele é apontada como o principal motivo da cobrança. O Cuiabá negociou o jogador com o Corinthians no início de 2024, mas, segundo o presidente do Dourado, os pagamentos não ocorreram conforme o combinado.
A situação ganhou novos capítulos com os atrasos no plano de parcelamento apresentado pelo clube paulista à CNRD.
O Cuiabá sustenta que a falta dos repasses prejudicou seu planejamento financeiro e esportivo. A discussão também reacende o debate sobre a responsabilidade dos clubes no cumprimento de contratos e a necessidade de regras mais rigorosas no futebol brasileiro.
Para o futebol de Mato Grosso, o episódio coloca novamente em evidência as dificuldades enfrentadas por equipes do interior nas negociações com grandes clubes nacionais.





