“Advogado é condenado a 26 anos por atuar para facção criminosa em MT”

23 de abril de 2026
ADVOGADO

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Redação: Pagina do Nortão

Caso ganhou repercussão após ameaça a promotor durante sessão do Tribunal do Júri em Lucas do Rio Verde.

Foto: Reprodução (web) Um caso que chocou o meio jurídico em Mato Grosso teve desfecho pesado na Justiça. O advogado Pauly Ramiro Ferrari Dorado foi condenado a 26 anos de prisão por atuação direta em favor do crime organizado no estado.

A decisão revela um cenário grave: segundo a sentença, o profissional não apenas defendia clientes, mas atuava de forma estratégica dentro da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Advocacia usada como ferramenta do crime:De acordo com as investigações, Pauly utilizava sua função como advogado para facilitar ações criminosas, aproveitando o acesso a informações e contato com detentos.

Entre as atividades apontadas estão:

  • repasse de informações para membros da facção
  • intermediação de comunicação entre criminosos
  • atuação direta no chamado “resgate” de drogas e dinheiro escondidos

A Justiça entendeu que não se tratava de algo isolado, mas sim de uma atuação contínua dentro da organização criminosa.

Extorsão e venda de facilidades: Outro ponto grave revelado foi a participação em esquemas de extorsão

Esquema também envolvia extorsão para devolução de veículos roubados.

Segundo o processo:

  • veículos roubados eram devolvidos mediante pagamento
  • o advogado teria ligação com esse tipo de negociação
  • também cobrava valores entre R$ 10 mil e R$ 20 mil para supostas interferências em processos

Condenação baseada em provas robustas: A sentença foi assinada pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop.

A condenação se baseou em:

  • interceptações telefônicas
  • depoimentos
  • relatórios policiais
  • e até confissão

Para a Justiça, ficou comprovado que o advogado utilizava a profissão para fortalecer atividades ilícitas.

Condenação foi determinada pela Justiça após análise de provas como interceptações e depoimentos

Caso teve repercussão em Lucas do Rio Verde: O nome do advogado já havia ganhado destaque anteriormente, após um episódio ocorrido em Lucas do Rio Verde.

Durante uma sessão do Tribunal do Júri, em junho de 2023, ele ameaçou o promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade Martins, afirmando que daria “um soco na cara” do membro do Ministério Público.

Após o episódio, o promotor acionou a Polícia Civil e o advogado foi conduzido à delegacia.

Reflexo no Nortão: O caso repercute em todo o Norte de Mato Grosso, incluindo cidades como Colíder, Sinop e Lucas do Rio Verde, principalmente por envolver a atuação de facções criminosas e o uso indevido de uma profissão essencial à Justiça.

Reflexão: A condenação acende um alerta: quando profissionais que deveriam defender a lei passam a atuar contra ela, o impacto vai além de um crime — atinge diretamente a confiança da sociedade no sistema.

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