Investigação do Gaeco apura suposto pagamento de propina para facilitar aprovação e regularização de obras; decisão foi tomada após audiência de custódia.
Redação: Pagina do Nortão / Joel de Aquino

COLÍDER (MT) – Uma investigação sobre suspeitas de corrupção envolvendo servidores públicos e profissionais ligados ao setor da construção civil ganhou um novo capítulo em Mato Grosso. A Justiça estadual decidiu manter a prisão preventiva de cinco pessoas investigadas na segunda fase da Operação Mãos à Obra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Sinop.
A operação apura um suposto esquema de pagamento de propina a servidores públicos para facilitar a aprovação e a regularização de obras que apresentavam irregularidades no município.
A decisão foi proferida pela juíza Laura Dorilêo Cândido, do Núcleo de Justiça 4.0 Polo Sinop, após audiência de custódia realizada na quarta-feira (28).
Quem são os cinco investigados que permanecem presos? – Entre os investigados está a empresária Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, sócia-administradora da empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Também tiveram as prisões preventivas mantidas os servidores públicos Agnaldo Rael da Silva e Valdinei Monteiro da Silva, além dos engenheiros civis Júlio Henrique Verdu Garcia e Fernando Dante Morari, vinculados à Prefeitura de Sinop.
Investigação chama atenção para fiscalização de obras públicas e privadas – O caso coloca em evidência a importância dos mecanismos de fiscalização e controle na aprovação e regularização de empreendimentos imobiliários.
Embora a investigação esteja concentrada em Sinop, a situação desperta atenção em todo o Nortão mato-grossense, região que apresenta crescimento urbano e expansão do setor imobiliário.
A apuração do Gaeco busca esclarecer a possível participação dos envolvidos e a dimensão do esquema investigado.
Justiça mantém prisões durante andamento das investigações – A manutenção das prisões preventivas representa a continuidade das medidas judiciais adotadas nesta etapa da operação. Os investigados, entretanto, devem ser considerados inocentes até eventual condenação definitiva.
O caso segue sob investigação, e novos desdobramentos poder esclarecer a extensão das suspeitas e as responsabilidades individuais.





