Caso Banco Master: decisão de Fachin mantém investigação sob responsabilidade da Presidência do STF por 90 dias

31 de outubro de 2026
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Documentos da Polícia Federal apontam supostas conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes; desdobramentos aumentam a repercussão do caso em todo o país.

Redação: Pagina do Nortão / Joel de Aquino

Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes aparecem em imagem que ganhou destaque em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. Foto: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF

COLÍDER (MT) – As investigações envolvendo o antigo Banco Master e possíveis relações entre seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam provocando repercussão nacional. O caso, que reúne suspeitas de fraudes financeiras e questionamentos sobre a atuação de autoridades, também chama a atenção da população de Colíder e da região Norte de Mato Grosso.

O episódio ganhou força após o ministro André Mendonça determinar, em 1º de setembro de 2026, a retirada do sigilo de documentos que apresentam registros extraídos do celular de Vorcaro. Segundo relatório da Polícia Federal (PF), o material contém mensagens que indicariam contatos entre o empresário e o ministro Alexandre de Moraes.

Mensagens e questionamentos no Supremo – Entre os registros analisados pelos investigadores estão mensagens nas quais Vorcaro teria buscado informações e ajuda diante do avanço das investigações contra o Banco Master. Os documentos também fazem referências a autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A divulgação provocou questionamentos sobre a possível proximidade entre o empresário e o ministro. Moraes, por sua vez, contestou a divulgação seletiva dos documentos e pediu que outros materiais relacionados ao caso também fossem tornados públicos.

André Mendonça posteriormente autorizou a abertura de novos procedimentos, ampliando o acesso às informações reunidas nas apurações.

Fachin mantém caso sob sua responsabilidade por 90 dias – O assunto voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (29), quando o presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu manter o caso Banco Master sob responsabilidade da Presidência da Corte por mais 90 dias, prazo contado a partir de 12 de setembro.

Nesse período, Fachin poderá decidir sobre questões urgentes, enquanto o Supremo analisa os desdobramentos e a Polícia Federal continua trabalhando na investigação.

A decisão também ocorre em meio a divergências entre ministros sobre a condução e a análise dos documentos.

Investigação ainda não representa condenação – Apesar da gravidade das informações divulgadas, é importante destacar que registros de mensagens e suspeitas investigadas não comprovam, por si só, a prática de crimes. As responsabilidades individuais dependem da análise das provas e das decisões das instâncias competentes.

O caso segue em andamento e poderá trazer novos desdobramentos nos próximos meses, mantendo a atenção sobre a atuação das instituições e a transparência das investigações. Foto de Capa: Rosinei Coutinho/STF

 

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