Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto: Reprodução(web) – O cenário eleitoral de 2026 em Mato Grosso começa a ganhar forma, e um fator já se destaca com força: o peso decisivo do voto feminino. Representando a maioria do eleitorado, as mulheres passaram a ocupar o centro das estratégias políticas — especialmente no Nortão do estado, incluindo cidades como Colíder.
No entanto, junto com o aumento dos discursos voltados à proteção e valorização das mulheres, surge também um alerta importante: até que ponto essas promessas refletem compromisso real ou apenas estratégia eleitoral?
Nos bastidores da política mato-grossense, cresce a percepção de que muitos agentes públicos começam a adotar uma postura de “defensores das mulheres” conforme o calendário eleitoral se aproxima. A retórica é forte, os discursos são bem ensaiados, mas os dados da realidade continuam preocupantes — especialmente quando se trata da segurança pública e da violência contra a mulher.
Um dos pontos que mais chama atenção é a controvérsia envolvendo a tentativa de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio. Em meio a índices alarmantes de violência, a iniciativa acabou sendo barrada, gerando questionamentos sobre os reais interesses por trás da decisão.
A situação levanta dúvidas legítimas entre eleitoras e lideranças sociais: o que teria motivado esse bloqueio? Por que investigar mais a fundo os casos de feminicídio causaria tanto desconforto? A falta de respostas claras contribui para aumentar a desconfiança.

Por outro lado, é importante destacar que há exceções nesse cenário. A suplente de deputada federal Gisela Simona, que já exerceu mandato recentemente na Câmara Federal, tem se consolidado como uma das vozes atuantes na defesa dos direitos das mulheres, com histórico de ações concretas voltadas à causa.
No contexto regional, o Portal Página do Nortão acompanha de perto essa movimentação política, trazendo à tona debates que impactam diretamente a população de cidades como Colíder e toda a região norte do estado. A preocupação é evidente: discursos não podem substituir ações concretas.
Para especialistas e lideranças comunitárias, o momento exige atenção redobrada por parte das eleitoras. Mais do que palavras, é fundamental analisar o histórico de cada candidato, suas atitudes práticas e o posicionamento diante de temas sensíveis como a proteção das mulheres.

O recado é claro no Nortão: em 2026, o voto feminino será decisivo — mas também mais criterioso. Afinal, em um cenário onde a realidade ainda impõe desafios sérios, promessas vazias tendem a perder espaço para a cobrança por resultados reais.
O Portal Página do Nortão seguirá acompanhando de perto esse cenário, levando informação e contribuindo para que a população de Colíder e região faça escolhas cada vez mais conscientes.





