Redação; Pagina do Nortão

Projeto semelhante já é discutido no norte de Mato Grosso e levanta debate sobre a necessidade de Colíder oferecer creches durante o período de férias escolares
Foto: Reprodução (web) Enquanto cidades polo como Sorriso avançam no debate de políticas públicas voltadas às famílias, uma realidade ainda preocupa em Colíder: a falta de creches funcionando durante o período de férias escolares.
O tema, que já ganha espaço em discussões legislativas na região norte de Mato Grosso, escancara um problema antigo — e muitas vezes invisível — enfrentado principalmente por mães trabalhadoras: com quem deixar os filhos enquanto precisam garantir o sustento da casa?
Durante o recesso escolar, muitas famílias ficam sem alternativa. Sem creches abertas, mães são obrigadas a faltar ao trabalho, reduzir a jornada ou depender de terceiros. Em alguns casos, a situação pode até colocar o emprego em risco.
A realidade é ainda mais difícil para mulheres que são chefes de família e não contam com rede de apoio.

Enquanto isso, propostas já discutidas na região apontam caminhos possíveis. A ideia é simples: permitir o funcionamento de creches durante as férias para atender crianças de seis meses a cinco anos, especialmente quando os pais comprovam necessidade por conta do trabalho.
O modelo prevê que o atendimento seja feito, preferencialmente, nas próprias unidades já existentes, com implantação gradual conforme a demanda. Também estabelece prioridade para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Diante desse cenário, cresce a necessidade de debate em Colíder.
A criação de uma política pública nesse sentido traria benefícios diretos para a população, como mais segurança para as crianças, tranquilidade para os pais e maior estabilidade financeira para as famílias.
Além disso, ajudaria a reduzir faltas no trabalho e fortalecer a economia local, ao permitir que pais e mães continuem exercendo suas atividades profissionais com mais segurança.

Mais do que: Uma questão educacional, trata-se de uma ação social de grande impacto.
A responsabilidade agora recai sobre o poder público. Cabe à Câmara Municipal discutir o tema e à Prefeitura avaliar a viabilidade de implantação.
A pergunta que fica é direta: Colíder vai acompanhar o avanço da região ou continuar deixando mães sem alternativa durante as férias escolares?





