Polícia Militar de MT sob investigação por suspeita de execuções e milícia privada

7 de março de 2026
POLICIA CAPA

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Redação: Pagina do Nortão

Fotos – Reprodução (web)  

PRIMAVERA DO LESTE (MT) — Uma denúncia com acusações gravíssimas envolvendo integrantes da Polícia Militar de Mato Grosso acendeu o alerta no estado e ganhou repercussão jurídica imediata. A Justiça Militar determinou a abertura de apuração preliminar para investigar suspeitas de execuções sumárias, formação de milícia privada e ocultação de cadáver.

A decisão partiu do juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal especializada da Justiça Militar, em Cuiabá, após o Ministério Público instaurar a Notícia de Fato nº 000602-005/2026.

O procedimento teve origem em informações encaminhadas à Ouvidoria-Geral e agora passa a contar com acompanhamento direto do Judiciário.

O que está sendo investigado?

Na petição criminal, o promotor Henrique de Carvalho Pugliesi aponta indícios de:

  • Homicídio qualificado
  • Tentativa de homicídio
  • Ocultação de cadáver
  • Constituição de milícia privada
  • Coação
  • Abuso de autoridade

As suspeitas recaem sobre policiais identificados como:

  • Cel PM Pelegrini
  • Cel PM Benhur
  • Sd PM Boa Morte
  • Cb PM Reinaldo
  • Outros integrantes da corporação

Segundo o Ministério Público, os episódios investigados seguiriam um padrão semelhante:
👉 Abordagens com uso considerado desproporcional da força
👉 Mortes registradas como “troca de tiros”
👉 Indícios de possível implantação de armas para simular confronto

Esse último ponto — suposta “arma plantada” — tornou-se um dos focos centrais da investigação preliminar.

Caso Vale Verde entra no pacote: Entre as ocorrências citadas está um episódio registrado em 24 de novembro de 2025, na região do Vale Verde, em Primavera do Leste.

Conforme o relato apresentado ao Ministério Público:

  • Dois homens teriam sido baleados durante uma abordagem policial
  • Um morreu posteriormente nas proximidades de um rio
  • O outro sobreviveu

O caso agora integra o conjunto de situações analisadas dentro da Notícia de Fato.

Próximos passos: A Corregedoria-Geral da Polícia Militar conduz as primeiras diligências. Após a fase inicial de apuração, o relatório será encaminhado à Justiça Militar, que decidirá os desdobramentos — podendo evoluir para inquérito formal ou arquivamento, dependendo das conclusões.

Reflexo no Nortão e em Colíder: O caso repercute em todo o estado, inclusive no Norte de Mato Grosso, região historicamente ligada a diversos quadros da segurança pública. Conforme apurado, um dos envolvidos já teria passado por Colíder, fato que naturalmente chama a atenção da população local.

Em um estado onde segurança pública é pauta permanente — especialmente em municípios do Nortão — qualquer suspeita dessa magnitude gera preocupação e exige transparência.

Uma acusação gravíssima: Quando uma investigação fala em execução, milícia e possível arma plantada dentro da própria polícia, não se trata de detalhe.

É acusação gravíssima.

Se houve abuso, precisa haver responsabilização.
Se não houve, a apuração precisa esclarecer de forma transparente.

Farda não é salvo-conduto.
Mas também não pode ser sentença antecipada.

A Página do Nortão seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

 obs: Matéria adaptada com base em informações publicadas pelo site Marreta Urgente.

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