Morrer lentamente”

Morrer lentamente”

Por: Joel de Aquino

Lendo algo do Paulo Neruda me inspirou esse texto…!

Morre lentamente quem se acomoda na mesmice, quem troca os sonhos pela rotina e esquece o sabor da aventura.
Morre quem silencia sua voz diante das injustiças, quem aceita como imutável aquilo que pode ser transformado.
Morre lentamente quem se afasta do calor humano, quem evita o abraço, a troca de olhares, o riso compartilhado.
Morre quem tem medo de recomeçar, quem se prende ao passado como âncora, deixando o presente escapar pelos dedos.
Morre quem não valoriza o instante, quem não celebra as pequenas conquistas, quem se esquece de que cada dia é um presente único.
Morre quem se cala diante das próprias dores, quem não permite que outros ajudem a carregar os fardos.
Morre quem não cultiva a curiosidade, quem fecha os olhos para novos horizontes, quem não descobre em si mesmo um universo infinito.
Evitemos a morte em doses diárias e suaves.
Lembremos que viver exige coragem — coragem para mudar, para sonhar de novo, para cair e levantar, para abraçar a vida em toda a sua intensidade.
Porque estar vivo é mais do que respirar; é sentir, é arriscar, é viver com plenitude o milagre do agora.

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