Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução
O que explica a mudança repentina de lado na politica local ?
Em Colíder, assim como em outras cidades do norte de Mato Grosso, um comportamento político tem chamado a atenção da população: pessoas que ontem faziam críticas duras a gestores públicos e, de repente, passam a elogiá-los com entusiasmo. A mudança é rápida, visível e, muitas vezes, silenciosa.
Mas o que realmente está por trás dessa virada?
O poder transforma discursos – Quando alguém assume o comando da gestão pública, o poder deixa de ser apenas administrativo. Ele passa a representar influência, acesso, status e oportunidades. Estar próximo do gestor significa portas abertas — e isso, por si só, já muda muitos discursos.
Em vários casos, a crítica desaparece quando surgem:
- promessas de cargos ou funções;
- expectativa de emprego para familiares;
- contratos, publicidade institucional ou favores indiretos.
Nem sempre é dinheiro imediato. Às vezes, basta a promessa.
O medo também explica o silêncio – Em cidades como Colíder, onde boa parte da população depende direta ou indiretamente do poder público, criticar pode ter um preço alto.
O receio de retaliações, de perder oportunidades ou de ser “marcado” faz com que muitos escolham o caminho mais seguro: calar ou elogiar.
Conveniência e necessidade de pertencimento – Outro fator comum é o desejo de estar do lado vencedor. Ninguém gosta de ficar isolado politicamente. Estar alinhado com quem governa garante convivência social, convites e visibilidade.
É quando a opinião deixa de ser convicção e passa a ser conveniência.
Quando falta coerência, sobra oportunismo – Há casos em que a explicação é ainda mais simples: ausência de princípios.
Sem valores sólidos, o discurso muda conforme o cenário. Hoje se critica. Amanhã se elogia. E não há qualquer constrangimento em apagar o passado.
Quem muda de lado sem apresentar fatos novos não amadureceu politicamente — apenas se adaptou ao interesse do momento.
Existem exceções? Sim. Mas são poucas – Gestores podem corrigir rumos, melhorar ações e apresentar resultados. Nesses casos, mudar de opinião é legítimo.
A diferença está na transparência.
A mudança honesta:
✔ é explicada
✔ é baseada em fatos
✔ não vem acompanhada de benefícios pessoais
O papel da imprensa regional – Cabe à imprensa local e regional — como o Página do Nortão — registrar os fatos, preservar a memória e provocar reflexão. Democracia não combina com esquecimento seletivo.
Conclusão
Mudar de opinião é normal.
Mudar de discurso sem explicação é suspeito.
E mudar de lado por conveniência enfraquece a política e desrespeita o cidadão.
Em Colíder, a população observa. E a história, cedo ou tarde, cobra coerência.
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Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão




