Dr. João alerta: desinformação e silêncio familiar continuam matando na fila do transplante

7 de março de 2026
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Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução (web)

Apesar de salvar vidas diariamente, a doação de órgãos ainda não é tratada pela sociedade com a urgência que o tema exige. Em Mato Grosso, números recentes mostram que muitas oportunidades de salvar vidas estão sendo perdidas, principalmente pela falta de informação, diálogo familiar e conscientização da população.

Como forma de chamar atenção para essa realidade, tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que propõe meia-entrada em eventos culturais e esportivos para cidadãos que se declararem doadores de órgãos. A proposta vai além do benefício financeiro: busca provocar reflexão e estimular uma mudança de cultura em torno do tema.

A iniciativa parte do deputado estadual Dr. João (MDB), médico responsável pelo primeiro transplante renal realizado no estado. Para ele, o maior desafio não é técnico, mas social: convencer a população de que declarar-se doador pode significar a diferença entre a vida e a morte para milhares de pessoas.

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Atualmente, Mato Grosso registra baixos índices de captação de órgãos, enquanto a recusa familiar continua elevada, muitas vezes por medo, desinformação ou por nunca ter havido uma conversa prévia sobre o assunto dentro de casa. Especialistas reforçam que, mesmo quando a pessoa manifesta o desejo de ser doadora em vida, a decisão final ainda passa pela família — o que torna o diálogo essencial.

A proposta em discussão prevê que a declaração de doador seja feita por meio de autorização eletrônica oficial, registrada em cartório digital. O incentivo da meia-entrada surge como um reconhecimento simbólico, mas, principalmente, como uma ferramenta de educação e alerta social.

O que preocupa é que, mesmo com hospitais habilitados para captação e com avanços na área da saúde, muitas vidas deixam de ser salvas por simples falta de autorização. Pessoas seguem em filas de espera enquanto órgãos viáveis acabam não sendo utilizados.

A discussão aberta pelo projeto expõe uma realidade que precisa ser enfrentada: a população ainda não se deu conta de que doar órgãos é um ato de amor que ultrapassa a própria vida. Falar sobre o tema, esclarecer dúvidas e quebrar tabus são passos urgentes para mudar esse cenário.

Mais do que um benefício em ingressos, a proposta reacende um debate que precisa chegar às famílias, escolas, igrejas e comunidades. Doar órgãos é salvar vidas — e isso não pode continuar sendo tratado como um assunto distante ou secundário.

O projeto segue em análise nas comissões da Assembleia Legislativa. Independentemente do desfecho, o tema reforça uma necessidade clara: é preciso conscientizar agora, porque quem espera por um órgão não pode esperar pela mudança de mentalidade da sociedade.

Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

 

 

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