Dia dos Namorados | Projeção de incremento nas vendas está entre 10% e 15% para este ano em Rondonópolis

Dia dos Namorados | Projeção de incremento nas vendas está entre 10% e 15% para este ano em Rondonópolis

Lojistas ouvidos pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis projetam aumento nas vendas entre 10% e 15% no Dia dos Namorados deste ano, comemorado no próximo dia 12 de junho, na comparação com o mesmo período em 2022. Diversificado, o comércio local tem se preparado na última semana para oferecer variedade de produtos e preços ao consumidor que, por sua vez, acentuou nesta semana a procura por um bom presente.

Segundo a sondagem, parte do comércio local já sentiu o efeito do Dia dos Namorados se iniciando, “ainda meio tímido” afirmam os lojistas. “Normal, ainda temos toda esta semana para trabalhar a data. Pelo rumo da nossa economia, a gente sente que as coisas seguem melhorando. Então, as expectativas permanecem altas”, argumentou um entrevistado.

Mesmo sem o apelo e peso nas vendas de outras datas como, por exemplo, o Dia das Mães, o Dia dos Namorados será bem celebrado, na visão dos lojistas. “Tivemos melhorias recentes na nossa economia. Em nível nacional, bom PIB e recuperação de setores, como a construção civil. Isso nos mostra que o cenário econômico aponta para uma certa estabilidade. As pessoas entenderam que o mundo não acabou e nem vai acabar por conta de troca de governo ou qualquer outra crise. O Brasil não virou e nem vai virar a Venezuela. É a turbulência passando”, diz um entrevistado.

O mesmo completa: “para nós, a espera é a de um Dia dos Namorados tão ou mais animado até que o Dia das Mães, por conta do momento. Estamos apostando na reposição da inflação e, nesta conta, empatar com os números do ano passado já seria algo muito bom. Outro ponto é o ticket médio, talvez ainda baixo, mas dentro de um cenário de presentes com valor tradicionalmente maior nesta época, além do fato de que no Dia dos Namorados há uma troca de presentes. Ou seja, em média dois presentes a cada casal”.

Dos ramos pesquisados, perfumaria, roupas e confecções, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, lembranças personalizadas e calçados. Dos itens mais citados como buscados pelos consumidores: smartphones, camisas e camisetas, perfumes e cosméticos em geral (creme hidratante, loção, produto para cabelo e corpo) e itens personalizados (canecas, kits churrasco, etc).

NACIONAL

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que 61% dos consumidores brasileiros pretendem cumprir o Dia dos Namorados. De acordo com o levantamento, realizado em parceria com a Offerwise, os dados devem levar 99,7 milhões de pessoas às compras no país, um aumento de 7,6 milhões em comparação com o ano passado.

Os esposos ou as esposas aparecem em primeiro lugar (66%) no ranking dos principais apresentados, enquanto 31% fingem apresentar os(as) namorados(as).

Entre os que não vão comprar presentes, 51% não têm namorado(a), noivo(a) ou namorado(a), 10% vão priorizar o pagamento de dívidas e 9% não tem dinheiro.

De acordo com o levantamento, 53% dos consumidores garantem que devem comprar um único presente, enquanto 30% pretendem adquirir dois itens, sendo a média de 1,5 presentes.

A pesquisa mostra que com relação às compras pretendidas, 40% pretendem adquirir este ano a mesma quantidade de presentes que o ano passado, 24% pretendem comprar mais e 18% querem comprar menos.

Em relação aos gastos, 36% pretendem gastar mais este ano do que no ano passado, sendo os principais motivos comprar um presente melhor (53%), os produtos são mais caros (35%) e melhoram na renda mensal (28%).

Já 12% devem gastar menos, porque estão com orçamento apertado (42%), para economizar (26%) e devido a angústia e instabilidade econômica (20%). 37% pretendem gastar o mesmo valor.

Em média, o consumidor brasileiro deve desembolsar R$ 232 com os presentes do Dia dos Namorados, (R$ 36 a mais que no ano passado), valor que aumenta entre as classes A/B para R$ 293.

Com isso, a data deve movimentar R$ 23,17 bilhões no varejo e serviços, tendo um aumento de R$ 5,1 bilhões na estimativa deste ano, quando comparado ao ano passado.

A principal forma de pagamento será à vista (68%), com destaque para o PIX (21%, aumento de 7 pontos percentuais em relação a 2022), cartão de débito (17%) e cartão de crédito à vista (15%) . Já 29% devem pagar parcelado, com destaque para o cartão de crédito parcelado (26%).

Os presentes mais procurados serão roupas (41%), perfumes, cosméticos e maquiagem (31%), calçados (22%), um jantar (18%) e bombons e chocolates (16%).

Quanto às comemorações, 38% pretendem comemorar a data na própria casa, 28% preferem jantar fora e 9% em um hotel/motel.

Sete em cada dez dos consumidores (71%) pretendem ainda comprar algum produto ou serviço para se preparar para o Dia dos Namorados, principalmente roupas (38%), perfumes, cosméticos e maquiagem (24%), lingeries e peças íntimas (22% ), calçados (17%) e tratamento estético (15%).

Quanto ao local de compra, 57% pretendem comprar a maioria dos presentes em lojas físicas, sobretudo em shoppings centers (26%) e nos shoppings populares (9%). Por outro lado, 36% acomodados como compras pela internet, sobretudo em lojas online (30%).

Na hora de escolher o local de compra, 57% afirmam que são influenciados pelo preço, 50% pela qualidade dos produtos, 38% pelas promoções e descontos e 32% pelo frete grátis.

De acordo com o levantamento, 77% pretendem fazer pesquisa de preço antes das compras, sendo que 82% costumam fazer pesquisa na internet, principalmente em sites/aplicativos (71%), com destaque para os sites de varejistas (64%), sites / aplicativos de lojas de departamento (58%), os sites e/ou aplicativos de busca (57%) e os sites de comparação de preço (30%).

Já 67% vão fazer pesquisa por canais físicos, sobretudo nas lojas de shopping (47%) e lojas de rua (32%). 44% dos consumidores pretendem fazer as compras na primeira semana de junho, 22% em maio e 19% nas vésperas da data, o que representa 18,8 milhões de consumidores que reservaram as compras da última hora para apresentar.

Para impressionar o parceiro, muitos consumidores não veem limites e ignoram os compromissos financeiros já assumidos. A pesquisa mostra que 34% dos bem-vindos que pretendem comprar presentes vão às compras mesmo com contas em atraso, um aumento de 8 pontos percentuais em comparação com o ano passado. Entre estes, 76% estão com o CPF negativado em serviços de proteção ao crédito. Além disso, 12% deixarão de pagar alguma conta para comprar o presente da pessoa amada.

Os dados revelam ainda que 33% reconhecem gastar mais do que podem na compra de presentes para o parceiro. As justificativas para ultrapassar os limites do orçamento passam por achar que ele(a) merece (33%), querer agradar o parceiro(a) não se importando se vão gastar mais do que deveria (24%) e gostar de agradá-lo, independente de terem que fazer dívidas para isso (19%).

METODOLOGIA

Público-alvo: Consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes que morreram (analfabetos) e que pretendem realizar compras para o dia dos namorados deste ano.

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