Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Nos últimos dias, Colíder tem sido palco de intensas discussões em grupos de WhatsApp e em alguns sites locais, após a repercussão do caso envolvendo o secretário municipal de Infraestrutura, flagrado conduzindo um veículo com uma CNH falsificada e com uma lâmpada queimada.
O fato gerou críticas e questionamentos, como é natural quando se trata de um servidor público ocupando cargo de confiança. No entanto, chama a atenção o tom severo e, em alguns casos, desproporcional das reações.
O secretário é conhecido na cidade por sua simplicidade, humildade e origem trabalhadora. Até pouco tempo, seus familiares preparavam salgados para festas e ele mesmo fazia as entregas. A família é pioneira de Colíder, respeitada por sua honestidade e contribuição à comunidade local.
É evidente que ninguém está acima da lei, e o caso deve estar sendo apurado com seriedade. Porém, é igualmente importante reconhecer que um erro não apaga uma trajetória de dignidade, esforço e boa conduta.
Para muitos, o episódio também reflete um momento de descontentamento político que atravessa o município, o que pode estar levando parte da população a buscar culpados para frustrações mais amplas. Nesse contexto, o secretário parece ter se tornado um bode expiatório, alvo de críticas que extrapolam o fato em si.
A sociedade tem todo o direito de cobrar transparência e ética, mas essa cobrança deve vir acompanhada de equilíbrio, empatia e senso de justiça. Que o caso sirva de aprendizado e reflexão — não de destruição pessoal.
Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão




