Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução
A falta de moradias populares sempre foi um dos grandes desafios enfrentados por Colíder. Durante a gestão do então prefeito Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, a Prefeitura tomou uma decisão considerada estratégica: a aquisição de uma área urbana destinada à futura construção de casas populares, buscando reduzir o déficit habitacional do município.
Na época, a iniciativa gerou expectativa positiva em boa parte da população, por representar um passo concreto em direção a uma política pública voltada às famílias que mais precisam. No entanto, o ato administrativo acabou sendo alvo de questionamentos políticos. Duas vereadoras apresentaram denúncias levantando suspeitas sobre o valor pago pela área, alegando possível irregularidade no processo de desapropriação.
As denúncias motivaram a abertura de investigação pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO). Durante a apuração, equipes estiveram no município, realizaram diligências e apreenderam equipamentos para análise técnica, com o objetivo de verificar se houve dano ao erário ou
prática ilícita por parte da gestão municipal.
Após análise detalhada de documentos, laudos técnicos e avaliações imobiliárias, o MPMT chegou a uma conclusão definitiva: não houve superfaturamento nem qualquer irregularidade na compra da área. Pelo contrário, a investigação apontou que o imóvel possuía valor de mercado superior a R$ 2,2 milhões, enquanto o município desembolsou R$ 1.750.000,00, o que representa uma economia significativa aos cofres públicos.
Diante desse conjunto de provas, o Ministério Público determinou o arquivamento do procedimento, reconhecendo que todos os trâmites legais foram respeitados e que o processo ocorreu dentro da legalidade, com critérios técnicos e administrativos adequados.
Com a decisão, fica oficialmente afastada qualquer suspeita de irregularidade envolvendo o ex-prefeito Maninho na aquisição da área, que tinha como finalidade atender uma demanda social histórica de Colíder. O encerramento do caso também reforça a importância de investigações técnicas e imparciais, capazes de separar questionamentos políticos de fatos comprovados.
Ao se manifestar após a decisão, Hemerson Lourenço Máximo destacou a tranquilidade com o desfecho do processo e afirmou que sempre confiou na correção dos atos praticados durante sua gestão, reiterando que o objetivo da aquisição sempre foi garantir dignidade e oportunidades de moradia à população colidense.
Conforme apurado pelo Página do Nortão, a investigação conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) analisou documentos, avaliações técnicas e valores de mercado, concluindo que não houve qualquer irregularidade no processo de desapropriação
Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão




