Estudo divulgado pela Folha de S.Paulo identificou 14.860 votos para Lula nessas mesmas seções; maioria está nas regiões Norte e Nordeste
Fonte: Folha de Paulo / Pagina do Nortão.

COLÍDER (MT) – Um levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (27) revelou que Flávio Bolsonaro (PL) não recebeu nenhum voto em 106 seções eleitorais brasileiras no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Nessas mesmas seções, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, ao todo, 14.860 votos.
O estudo foi realizado pelo grupo Paris Group, que utilizou inteligência artificial para mapear os resultados eleitorais.
Região Norte concentra a maioria das seções – De acordo com a reportagem, a região Norte concentra 65 das 106 seções identificadas sem votos para Flávio Bolsonaro. Outras 29 ficam no Nordeste, seis no Centro-Oeste, três no Sudeste e três no Sul.
O Amazonas aparece entre os destaques do levantamento, com registros em 13 municípios. Entre eles estão Tabatinga, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Benjamin Constant e Atalaia do Norte.
Em uma seção eleitoral de Tabatinga, Lula recebeu 354 votos, enquanto Flávio não registrou nenhum.
Os dados chamam a atenção pela concentração regional e pela diferença entre as votações dos dois candidatos nesses locais.

Lula também virou o resultado em 211 municípios – A análise identificou ainda que Lula venceu em 211 municípios nos quais Flávio Bolsonaro havia terminado o primeiro turno na liderança.
Entre as cidades citadas estão Rio de Janeiro, Osasco, Cotia e Araraquara. Minas Gerais concentrou 76 desses municípios.
A mudança de resultado entre os dois turnos demonstra como a disputa presidencial teve diferenças importantes de uma localidade para outra.
O que os números significam? – É importante destacar que uma seção eleitoral registrar zero votos para um candidato não significa, isoladamente, que houve fraude ou irregularidade. Os resultados precisam ser analisados considerando o perfil do eleitorado, a localização das seções e os dados oficiais da Justiça Eleitoral.
O levantamento apresenta um retrato da distribuição dos votos no segundo turno, mas não constitui, por si só, prova de qualquer problema no processo eleitoral.





