Preso por feminicídio é encontrado morto em presídio de Mato Grosso

18 de outubro de 2026
penal

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Joilson Bonifácio estava preso preventivamente após a morte da ex-esposa, Conceição Moreira, assassinada com 16 facadas em Chapada dos Guimarães; vítima havia obtido medida protetiva e deixou três filhos.

Redação: Pagina do Nortão/Joel de Aquino

Joilson Bonifácio estava preso preventivamente pelo feminicídio da ex-esposa e foi encontrado morto na unidade prisional em Várzea Grande. Foto: Reprodução (web)

VÁRZEA GRANDE (MT) – Joilson Bonifácio Correia de Souza Silva, de 44 anos, preso preventivamente pelo feminicídio da ex-esposa, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto na noite de sexta-feira (16) no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.

A morte do detento foi confirmada por veículos de comunicação de Mato Grosso. As circunstâncias do ocorrido também passaram a ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela segurança pública e pela administração penitenciária.

O caso chama a atenção pela sequência de acontecimentos: menos de uma semana após o assassinato de Conceição, o homem que respondia pelo crime foi encontrado sem vida dentro da unidade prisional.

Feminicídio ocorreu em Chapada dos Guimarães – O assassinato de Conceição aconteceu no dia 10 de outubro, em Chapada dos Guimarães. Conforme informações divulgadas sobre a investigação, a mulher foi atacada com aproximadamente 16 golpes de faca pelo ex-companheiro.

Joilson Bonifácio Correa havia sido preso na última semana após o feminicídio de sua esposa, Foto: Reprodução (web)

Na ocasião, ela havia saído do trabalho e seguia de bicicleta quando foi surpreendida pelo agressor. A vítima chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Após o ataque, Joilson foi contido por pessoas que estavam nas proximidades e, posteriormente, encaminhado às autoridades policiais. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça.

Vítima tinha medida protetiva – Um dos aspectos mais preocupantes do caso é que Conceição já havia buscado proteção judicial. Segundo informações divulgadas pela imprensa estadual, ela possuía uma medida protetiva concedida antes do crime, após relatar ameaças atribuídas ao ex-companheiro.

Mesmo diante desse histórico, a mulher acabou sendo vítima de um ataque fatal.

Conceição era mãe de três filhos, que agora enfrentam a perda da mãe em circunstâncias trágicas. O caso reacende o debate sobre a violência doméstica e os desafios para garantir a segurança de mulheres que já procuraram ajuda das autoridades.

Morte no presídio será esclarecida – A morte de Joilson também exige esclarecimentos. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os procedimentos investigativos, enquanto a administração penitenciária deverá apurar as circunstâncias do ocorrido.

Chapada dos Guimarães, município de Mato Grosso onde ocorreu o feminicídio investigado pelas autoridades. Fonte: Panrotas — foto aérea da cidade

A confirmação da causa da morte e dos detalhes relacionados ao episódio depende das informações oficiais e dos resultados dos procedimentos periciais.

Violência contra a mulher exige atenção permanente – O caso ocorrido em Chapada dos Guimarães reforça a importância de levar a sério ameaças, perseguições e outras formas de violência contra mulheres.

Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Mulheres que sofrem violência doméstica também podem buscar orientação pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento e encaminhamento de denúncias.

Para Colíder e os demais municípios do Nortão de Mato Grosso, a discussão também é relevante: prevenir a violência exige informação, acolhimento às vítimas e atuação coordenada da rede de proteção.

O esclarecimento das circunstâncias da morte no presídio deverá ser acompanhado pelas autoridades competentes, enquanto o feminicídio de Conceição permanece como um alerta sobre a gravidade da violência contra a mulher.       Foto: Divulgação (web)

 

 

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