Investigação aponta possível motivação passional, ameaças anteriores e pagamentos que ligariam os suspeitos à tentativa de homicídio ocorrida em Castelo dos Sonhos.
Redação: Pagina do Nortão/Joel de Aquino

COLÍDER (MT) – A Polícia Civil cumpriu, na manhã de terça-feira (13 de outubro), um mandado de prisão preventiva contra Adilce Leoterio Garcia, conhecido como “Panquinha”, investigado por suspeita de ser o mandante de uma tentativa de homicídio em Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, no sudoeste do Pará.
O atentado ocorreu em 9 de setembro e teve como vítima Dhiemes Romário Barros dos Santos. Durante a operação, os policiais apreenderam um aparelho celular e uma caminhonete Toyota Hilux prata, que poderão contribuir para o avanço das investigações.
Investigação aponta possível motivação passional – Conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil, Adilce é apontado como suspeito de articular e financiar o crime. Já Jeferson Bezerra da Silva é investigado como o possível autor dos disparos contra a vítima.
A principal linha de investigação indica que o atentado teria sido motivado pelo inconformismo de Adilce com o relacionamento de sua ex-companheira com Dhiemes. Os investigadores também reuniram relatos de ameaças anteriores atribuídas ao suspeito.
A hipótese de motivação passional, no entanto, integra a apuração policial e deverá ser analisada no decorrer do processo.
Câmeras e movimentações financeiras entraram na apuração – Para reconstruir a dinâmica do crime, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, registros de hospedagem e movimentações bancárias.
Segundo a investigação, imagens teriam situado os dois suspeitos nas proximidades da residência da vítima na manhã do atentado. A análise financeira também identificou pagamentos destinados a Jeferson por meio de terceiros, supostamente a pedido de Adilce.

Esses elementos reforçaram a hipótese investigativa de que haveria uma ligação entre os dois suspeitos na preparação e no financiamento da tentativa de homicídio.
Ferimentos e vestígios sustentam investigação – A apuração também reúne elementos relacionados aos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo sofridos por Dhiemes, ao atendimento médico prestado à vítima e a vestígios apreendidos, incluindo armas e munições.
Com base no material reunido, foi solicitado o mandado de prisão preventiva, posteriormente cumprido pela Polícia Civil.
Caso segue sob investigação – A prisão representa mais uma etapa da apuração, que continua para esclarecer todas as circunstâncias do atentado e delimitar a participação de cada investigado.
Embora os elementos reunidos sustentem as suspeitas policiais, a responsabilidade criminal dos envolvidos depende de análise judicial. Adilce e os demais investigados têm direito à presunção de inocência, conforme a legislação brasileira.
O caso chama a atenção para o trabalho investigativo necessário à elucidação de crimes violentos, especialmente quando há suspeitas de planejamento prévio e possível financiamento da ação criminosa.
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