Mãe, filho e outro acusado serão julgados em Sinop pelo ataque ocorrido durante uma confraternização em Peixoto de Azevedo; Justiça também determinou indenização de R$ 267,9 mil
Redação: Pagina do Nortão

Um dos casos que mais repercutiram no Nortão nos últimos anos terá um novo capítulo nos tribunais. A Justiça marcou para 18 de novembro de 2026, em Sinop, o julgamento de Inês Gemilaki, Bruno Gemilaki Dal Poz e Éder Gonçalves Rodrigues, acusados de envolvimento no ataque que terminou com a morte de dois idosos durante uma confraternização em Peixoto de Azevedo.
Enquanto o processo criminal avança para o Tribunal do Júri, Inês Gemilaki permanece presa em Colíder, onde está custodiada desde 2024. A definição da data do julgamento coloca novamente o caso no centro das atenções na região.
Inês Gemilaki está presa em Colíder desde 2024
Inês foi encaminhada para a unidade prisional feminina de Colíder após ser presa no curso das investigações sobre o ataque ocorrido em 21 de abril de 2024, em Peixoto de Azevedo.
Na época, a Justiça manteve a prisão preventiva e determinou que ela permanecesse custodiada na unidade de Colíder. Registros publicados à época confirmam que a transferência para a cidade ocorreu logo após a prisão.
Desde então, o caso passou por diferentes etapas na Justiça até chegar à fase de preparação para o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Julgamento será realizado em Sinop
A Justiça definiu 18 de novembro de 2026 como a data para o júri dos três acusados.
A mudança do local do julgamento para Sinop também chama atenção na região, já que o crime aconteceu em Peixoto de Azevedo e envolve personagens que permaneceram ligados ao Nortão durante toda a tramitação do processo.
Inês, Bruno e Éder respondem pelas acusações relacionadas ao ataque que terminou com as mortes de Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos.
Os três são acusados e ainda serão submetidos ao julgamento pelo Tribunal do Júri, etapa em que os fatos e as responsabilidades criminais serão analisados pelos jurados.

Ataque aconteceu durante confraternização em Peixoto de Azevedo
O episódio aconteceu em uma residência onde era realizada uma confraternização familiar.
Segundo as informações que constam no processo e foram divulgadas pelas autoridades, três pessoas entraram armadas no imóvel e houve diversos disparos.
Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo foram atingidos e morreram. Outras pessoas também foram atingidas durante o episódio, entre elas o proprietário da residência e um padre, que sobreviveram.
As investigações apontaram que o proprietário do imóvel seria o alvo do ataque e que o caso teria origem em um conflito relacionado a uma dívida e à locação da residência.
Justiça determina pagamento de R$ 267,9 mil: Além do processo criminal, o episódio também gerou uma ação na esfera cível.
Em julho de 2026, o juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, condenou Inês Gemilaki, Bruno Gemilaki Dal Poz e Éder Gonçalves Rodrigues ao pagamento solidário de R$ 267,9 mil ao empresário Erneci Afonso Lavall, proprietário da residência onde ocorreu o ataque.
Do total, R$ 27,9 mil correspondem a danos materiais, relacionados aos reparos necessários no imóvel, enquanto R$ 240 mil foram fixados por danos morais. A sentença também determinou o pagamento de custas processuais e honorários advocatícios.
O juiz considerou documentos, depoimentos e registros audiovisuais apresentados no processo para reconhecer a responsabilidade civil dos três pelos prejuízos provocados durante a invasão.
A decisão, entretanto, ainda está sujeita a recurso.
Condenação na Justiça cível não encerra processo criminal: Um ponto importante para entender o momento atual do caso é que a decisão de indenização pertence à esfera cível.
O processo criminal continua em andamento e terá uma etapa decisiva em novembro, quando os três acusados deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri.
Isso significa que a condenação ao pagamento de indenização e o julgamento criminal são procedimentos distintos, com consequências jurídicas diferentes.
Caso volta ao centro das atenções no Nortão: Mais de dois anos depois do ataque, o caso volta a movimentar a região com a aproximação do julgamento.
Para Colíder, o episódio também tem um capítulo próprio: é na cidade que Inês Gemilaki permanece presa desde 2024, enquanto o processo que começou após o ataque em Peixoto de Azevedo avança para o júri em Sinop.
Agora, a data está definida: 18 de novembro de 2026.: Até lá, a expectativa é de que novos desdobramentos processuais possam surgir antes da sessão que deverá reunir acusação, defesa e os jurados responsáveis pela análise do caso.

Mulher é morta




