Segundo o Gaeco, Rhavenna teria contado à irmã que pediu Renildo da Silva Rios em casamento; investigação também cita carro, joias, dinheiro e outros presentes
Redação: Página do Nortão
Colíder, MT — 21 de setembro de 2026

“Renildo da Silva Rios está preso na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá; investigação o aponta como liderança de organização criminosa.”Um relacionamento que, segund o a investigação da Operação Fariseus, teria ultrapassado a atividade religiosa está entre os elementos apresentados pelo Ministério Público de Mato Grosso no processo que envolve a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e o preso Renildo da Silva Rios, conhecido pelos apelidos “Velhote” e “Chapa”.
De acordo com documentos citados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Rhavenna teria contado à irmã, em março deste ano, que havia pedido Renildo em casamento e que ele deixaria a esposa para ficar com ela.
Renildo está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e é apontado pela investigação como uma liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso.
Conversa entre irmãs aparece na investigação: Segundo a denúncia do Gaeco, em 17 de março de 2026, Rhavenna conversou com a irmã Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, conhecida como “Lolo”, sobre o relacionamento.
Conforme o documento, Rhavenna teria afirmado que havia pedido Renildo em casamento e que ele deixaria a esposa. Na mesma conversa, ela teria perguntado se o pai aceitaria o relacionamento.
Ainda segundo o Ministério Público, Lolo teria respondido que a situação “não foi tempo perdido”, fazendo referência a um carro que Rhavenna teria recebido.
Outro relatório policial citado na investigação registra diálogo semelhante, no qual aparecem referências ao relacionamento e ao veículo.
Investigação cita presentes e benefícios materiais: Além das conversas, os investigadores apontam registros de diferentes bens e benefícios que, segundo a acusação, estariam relacionados à relação entre Rhavenna e Renildo.
Entre os itens mencionados nos documentos estão joias, flores, alianças, dinheiro, passagens e veículo.
A investigação também cita registros encontrados em dispositivos eletrônicos atribuídos a Rhavenna. Segundo os investigadores, fotografias e mensagens indicariam uma proximidade entre os dois que, na interpretação policial, teria ultrapassado a atuação religiosa do projeto Resgatando Vidas.

Fotos dentro da unidade prisional são citadas no processo: De acordo com os documentos da investigação, fotografias localizadas no iCloud de Rhavenna mostram os dois em momentos de intimidade dentro da unidade prisional.
Para a Polícia Civil, o material seria um dos elementos que sustentam a hipótese de existência de um relacionamento afetivo entre os dois.
As imagens fazem parte do conjunto de elementos analisados no âmbito da Operação Fariseus.
Projeto religioso entrou no foco da investigação: Rhavenna e familiares participavam do projeto de evangelização Resgatando Vidas, que realizava atividades religiosas em unidades prisionais.
Segundo o Ministério Público, a estrutura teria sido utilizada de forma irregular para facilitar contatos e a circulação de informações entre presos e pessoas fora do sistema penitenciário.
Essa é uma alegação apresentada pelo Ministério Público, e não uma conclusão definitiva da Justiça.
Conversas também mencionam o poder financeiro de Renildo: Outro diálogo citado na denúncia envolve Rhavenna e a irmã Anatany Nina de Barcelos Souza Alves.
Segundo o Gaeco, durante uma conversa sobre Renildo, Rhavenna teria feito referência à posição que ele ocupava dentro da organização e ao seu poder financeiro.
A investigação cita a frase atribuída a Rhavenna: “Dinheiro é o que ele tem.”
O Ministério Público sustenta que conversas desse tipo, associadas a outros elementos obtidos durante a investigação, ajudariam a explicar a relação financeira atribuída aos envolvidos.
Investigados passaram a responder a processo: Rhavenna, Renildo e outros quatro investigados foram denunciados pelo Ministério Público.
Além deles, são citados no processo Orminda Carlos de Barcelos Almeida, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.
Segundo informações divulgadas sobre a decisão judicial, a denúncia foi recebida pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, fazendo com que os denunciados passem a responder à ação penal. Rhavenna, Renildo e Orminda respondem, segundo a acusação, por organização criminosa e lavagem de dinheiro; os demais foram denunciados por lavagem de dinheiro.
O que diz a investigação — e o que ainda será decidido: Os fatos apresentados nesta reportagem são baseados em documentos de investigação e na denúncia do Ministério Público. Denúncia não equivale a condenação.
Os acusados têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência. A responsabilidade criminal de cada denunciado será definida pela Justiça no decorrer do processo.
O Página do Nortão não atribui aos investigados crimes além daqueles formalmente apontados pelas autoridades e permanece aberto à manifestação das defesas.
Acompanhe o Página do Nortão para novas informações sobre o caso e os desdobramentos da Operação Fariseus em Mato Grosso. Foto: Reprodução (web)





