Conversas obtidas na investigação mostram que Rhavenna Barcelos enviou vídeo do furto a contato ligado à organização criminosa
Redação: Pagina do Nortão

Mato Grosso — A investigação que resultou na Operação Fariseus revelou que Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, presa preventivamente em julho pela Polícia Civil, teria recorrido a integrantes de uma facção criminosa para tentar localizar o homem que, segundo o relato investigado, havia furtado sua residência.
O caso ganhou novos detalhes após a divulgação de diálogos que fazem parte da investigação. Rhavenna é investigada e foi denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por suposta participação em organização criminosa.
Vídeo do furto foi enviado a contato identificado como “Cliente Pedregal”
Segundo os elementos da investigação, em 25 de setembro de 2025, Rhavenna encaminhou a um contato salvo no celular como “Cliente Pedregal” um vídeo que registrava o furto.
Na conversa, ela perguntou se o responsável pelo crime havia sido localizado.
De acordo com o material divulgado sobre a investigação, o interlocutor respondeu afirmando que estava procurando o suspeito e fez uma ameaça de morte. Na sequência, teria enviado uma imagem de um homem amarrado.
Quatro dias depois, em 29 de setembro, Rhavenna voltou a perguntar se havia alguma informação sobre o homem procurado.
A resposta, segundo a investigação, foi de que ele ainda não havia sido localizado.
Rhavenna recebeu R$ 500: Ainda conforme os diálogos analisados na investigação, posteriormente o contato identificado como “Cliente Pedregal” enviou R$ 500 a Rhavenna e pediu desculpas pelo atraso.
As conversas passaram a integrar o conjunto de elementos utilizados pelo Ministério Público na denúncia relacionada à Operação Fariseus.
Operação Fariseus investigou atuação de grupo ligado a projeto religioso
A Operação Fariseus foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 16 de julho de 2026. A investigação apura a suspeita de que integrantes de uma família ligada a um projeto de evangelização utilizavam o acesso a unidades prisionais para manter contato e transmitir informações entre integrantes de uma facção.

Segundo informações divulgadas durante a operação, Rhavenna foi presa preventivamente. Outros integrantes da família também foram alvo da investigação.
O Ministério Público posteriormente apresentou denúncia contra Rhavenna, Rhuan Barcelos da Conceição e outros investigados. Entre os denunciados estão também Orminda Carlos de Barcelos Almeida e as irmãs de Rhavenna, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, segundo informações divulgadas sobre a denúncia
Pastor Nivaldo de Almeida morreu em setembro: O pastor Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna, também havia sido alvo da Operação Fariseus. Ele morreu em 5 de setembro de 2026, em Cuiabá, em decorrência de complicações relacionadas a um câncer.
Nivaldo era investigado no mesmo contexto da operação, que apura a utilização de um projeto religioso para facilitar contatos entre integrantes de uma organização criminosa dentro e fora do sistema prisional.
Caso chama atenção em Mato Grosso: A Operação Fariseus passou a ter repercussão em diferentes regiões de Mato Grosso por envolver uma investigação sobre a utilização de atividades religiosas como forma de acesso ao sistema prisional e suposta comunicação com integrantes de uma organização criminosa.
Para moradores de Colíder e dos municípios do Nortão, o caso também repercute por envolver uma investigação de alcance estadual e informações relacionadas à atuação de organizações criminosas em Mato Grosso.
Importante: os citados na investigação e na denúncia devem ser tratados como investigados ou denunciados, conforme a situação processual de cada um. A denúncia do Ministério Público não equivale a uma condenação definitiva. Foto: Reprodução (web )





