PSD despeja R$ 1,5 milhão em Emanuelzinho e Irajá, mas Flavinha recebe apenas R$ 500 mil

7 de setembro de 2026
flavinha pdes

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Candidata de Colíder, mesmo ligada ao grupo de Fávaro, recebe um terço do valor destinado aos dois principais nomes do partido; diferença acende alerta sobre a disputa no Nortão

Redação: Pagina do Nortão

Flavinha, candidata a deputada federal e ex-vereadora de Colíder, recebeu só R$ 500 mil do Fundo Eleitoral do PSD para a campanha deste ano.

COLÍDER — A eleição para deputado federal começa a revelar uma disputa que vai muito além dos votos: a força do dinheiro dentro dos próprios partidos. No PSD, os primeiros números do Fundo Eleitoral mostram uma diferença significativa entre os candidatos que receberam recursos da legenda.

Enquanto o deputado federal Emanuelzinho e o ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura Irajá Lacerda foram contemplados com R$ 1,5 milhão cada, a candidata de Colíder, Flavinha, recebeu R$ 500 mil.

O valor destinado à candidata representa apenas um terço do que foi repassado individualmente aos dois nomes priorizados pelo partido.

Os dados foram consultados na tarde desta sexta-feira (4), no Portal DivulgaCand Contas, da Justiça Eleitoral.

Flavinha fica com R$ 500 mil

Flavinha, ex-vereadora de Colíder e suplente de deputada federal, integra a chapa do PSD na disputa por uma das oito vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.

Apesar de sua proximidade política com o ex-ministro da Agricultura e liderança do PSD em Mato Grosso, Carlos Fávaro, a candidata recebeu até agora apenas R$ 500 mil do Fundo Eleitoral.

O montante chama atenção porque o teto de gastos estabelecido para candidatos a deputado federal é de R$ 3,1 milhões.

Ou seja, os R$ 500 mil representam cerca de 16% do limite permitido para uma candidatura.

Para quem pretende disputar votos em uma região extensa como o Nortão, o recurso precisa ser suficiente para bancar uma campanha que envolve deslocamentos, produção de material, comunicação, eventos, equipe e presença em diferentes municípios.

A diferença que chama atenção: A distribuição inicial do Fundo Eleitoral estabelece uma espécie de fotografia da prioridade financeira do partido neste momento.

Dos R$ 4,5 milhões já distribuídos pelo PSD entre cinco candidatos, Emanuelzinho e Irajá concentram juntos R$ 3 milhões, o equivalente a aproximadamente dois terços de todo o valor liberado até agora.

As três mulheres da chapa — Flavinha, Sarah Botelho e Marildes Ferreira — receberam R$ 500 mil cada.

A diferença é objetiva:

Emanuelzinho — R$ 1,5 milhão
Irajá Lacerda — R$ 1,5 milhão
Flavinha Marques — R$ 500 mil

A distribuição, por si só, não significa que os candidatos que receberam menos tenham menos importância eleitoral. Os valores podem ser alterados durante a campanha e novos repasses ainda podem ocorrer.

Mas, para quem acompanha a política do Nortão, a pergunta inevitavelmente surge: quanto espaço financeiro haverá para uma candidatura regional dentro de uma chapa que já demonstra forte concentração de recursos em alguns nomes?

Nortão entra no jogo: A resposta pode passar justamente pelo eleitorado do interior.

O Nortão representa uma das regiões mais importantes do mapa político de Mato Grosso. Colíder e os municípios do entorno possuem uma identidade regional própria e historicamente buscam ampliar sua representação política em Brasília.

Colíder, no Nortão de Mato Grosso, é a principal base política de Flavinha na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Flavinha tem como um de seus principais ativos justamente o conhecimento da realidade regional e a trajetória construída em Colíder.

O problema é que transformar reconhecimento regional em uma votação competitiva para deputado federal exige uma estrutura capaz de ultrapassar os limites do município.

R$ 240 mil votos? A conta que preocupa: Outro ingrediente torna a disputa ainda mais difícil.

A estimativa para o quociente eleitoral deste ano está na casa dos 240 mil votos, número que representa aproximadamente a votação necessária para que uma legenda conquiste uma das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.

Isso não significa que um candidato individual precise necessariamente alcançar esse número sozinho, já que o sistema eleitoral proporcional envolve o desempenho do partido ou federação e a distribuição das vagas.

Ainda assim, o número dá uma dimensão do tamanho da batalha.

Para uma candidatura que parte de Colíder e pretende conquistar votos em diferentes regiões do Estado, R$ 500 mil não é um orçamento que permita ignorar os custos de uma campanha estadual.

Quatro candidatos continuam sem receber: A fotografia financeira do PSD também mostra que nem todos os candidatos foram contemplados até o momento.

Quatro nomes aparecem com R$ 0 em recursos do Fundo Eleitoral na consulta realizada nesta sexta-feira.

São eles:

  • Procurador Mauro
  • Professor Sivirino
  • Valtenir Pereira
  • Chico Curvo

A distribuição pode mudar nos próximos dias, já que o período eleitoral está em andamento e os partidos ainda podem realizar novos repasses.

O Nortão vai observar de perto: A movimentação do PSD será acompanhada de perto no Norte de Mato Grosso.

A região não quer apenas saber quanto cada candidato recebeu. O eleitor também deverá observar quem vai aparecer, quem terá estrutura, quem conseguirá percorrer os municípios e, principalmente, quem conseguirá transformar discurso regional em votos.

É nesse ponto que a candidatura de Flavinha ganha importância para Colíder.

Com menos recursos que os dois principais nomes do partido, ela terá de compensar a diferença financeira com articulação política, presença regional e capacidade de mobilização. Foto: Divulgação (web)

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