Policial penal é presa por tentativa de homicídio após entregador ser baleado em Cuiabá; imagens descartam legítima defesa

5 de agosto de 2026
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Redação: Pagina do Nortão

A policial penal investigada e o entregador baleado são os principais envolvidos no caso, que ainda está sendo apurado pelas autoridades.

COLÍDER (MT) – Um caso que chamou a atenção em todo Mato Grosso ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (5). A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra uma policial penal de 46 anos, investigada por tentativa de homicídio após atirar contra um entregador de 34 anos no bairro CPA IV, em Cuiabá.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Nilson Farias, a decisão foi fundamentada principalmente nas imagens registradas por câmeras de segurança, que, conforme a investigação, não demonstrariam uma situação de legítima defesa no momento dos disparos.

De acordo com a Polícia Civil, o caso ocorreu após a perda de um telefone celular pertencente à filha da investigada. O aparelho teria sido encontrado pelo entregador, que passou a manter contato com a família por intermédio de outras pessoas. A investigação aponta que houve exigência de pagamento para a devolução do celular, circunstância que também é apurada pelas autoridades.

O encontro entre as partes foi marcado em frente à residência da policial penal. Durante a negociação, ela efetuou disparos que atingiram o entregador. A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, sobrevivendo aos ferimentos.

Inicialmente, a investigada alegou ter reagido em legítima defesa, afirmando que o homem teria tentado tomar sua arma de fogo. Entretanto, conforme a Polícia Civil, a análise técnica das imagens de monitoramento não confirmou essa versão, o que motivou o pedido de prisão preventiva por tentativa de homicídio.

Defesa sustenta que havia uma tentativa de extorsão: A defesa da policial penal apresenta uma versão diferente dos fatos. Segundo o advogado da investigada, ela estaria sendo vítima de um esquema de extorsão relacionado à devolução do aparelho celular.

Ainda conforme a defesa, mensagens e áudios indicariam que pessoas ligadas à negociação exigiam o pagamento de R$ 600 para devolver o telefone, além de fazer ameaças envolvendo informações armazenadas no dispositivo.

Os advogados sustentam que a servidora teria tentado interromper a suposta prática criminosa e afirmam que a atuação ocorreu em um contexto de risco. Essa versão, contudo, segue sendo analisada durante o andamento do inquérito policial.

Caso aconteceu no bairro CPA IV, na capital mato-grossense, e segue sob investigação.

Investigações continuam: Apesar da prisão preventiva, a Polícia Civil informou que as investigações ainda não foram concluídas. Novos depoimentos, perícias e demais provas deverão ser reunidos para esclarecer toda a dinâmica dos acontecimentos e subsidiar eventual ação judicial.

A prisão preventiva não representa condenação, mas uma medida prevista na legislação para garantir o andamento das investigações e do processo, quando presentes os requisitos legais.

Caso repercute em todo Mato Grosso: A ocorrência repercutiu rapidamente em diversas regiões do estado, inclusive no Norte de Mato Grosso, onde episódios envolvendo segurança pública costumam gerar grande interesse da população.

Em cidades como Colíder, Sinop, Alta Floresta, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Matupá e Terra Nova do Norte, o caso tem sido acompanhado com atenção, especialmente pelos desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

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O Portal Página do Nortão acompanha diariamente os acontecimentos mais relevantes de Colíder, do Norte de Mato Grosso e de todo o estado, levando aos leitores informações sobre segurança pública, política, economia, agronegócio e os principais fatos que impactam a região, sempre buscando apresentar os desdobramentos das investigações. Foto: Reprodução (web)

 

 

 

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