Justiça bloqueia R$ 2,9 milhões e afasta secretário durante nova fase da Operação Gomorra em Campo Verde

2 de julho de 2026
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Redação: Pagina do Nortão

A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal).

A Justiça determinou o bloqueio e o arresto de ativos financeiros superiores a R$ 2,9 milhões durante a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada na manhã desta terça-feira (1º) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A ação investiga um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos públicos nos municípios de Campo Verde e Cuiabá.

Entre as medidas cumpridas estão mandados de busca e apreensão contra o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, além do afastamento cautelar do secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior.

A investigação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal e apura um suposto esquema estruturado de fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública.

Medidas judiciais

Ao todo, a Justiça autorizou:

  • Oito mandados de busca e apreensão;
  • Uma ordem de afastamento de sigilo fiscal;
  • Quebra de sigilo telemático;
  • Quatro afastamentos cautelares de servidores públicos;
  • Treze ordens de indisponibilidade de bens.
Fachada da Prefeitura de Campo Verde, um dos locais onde foram cumpridos mandados durante a segunda fase da Operação Gomorra.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos R$ 17 mil em dinheiro na residência de um dos investigados.

As diligências ocorreram simultaneamente em Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os alvos foram residências e empresas ligadas aos investigados. Em Campo Verde, as equipes realizaram buscas na Prefeitura Municipal e nas casas de dois servidores públicos.

A operação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, da Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.

Investigação teve início em 2024: De acordo com o Ministério Público, esta é a segunda etapa da Operação Gomorra, que busca reunir novas provas e identificar a participação de servidores públicos e particulares no suposto esquema.

A primeira fase da operação, realizada em 2024, investigou irregularidades semelhantes no município de Barão de Melgaço. Conforme o MPMT, auditorias identificaram indícios de adulteração de notas fiscais, utilização irregular de um chamado “cartão coringa” para desvio de combustíveis e superfaturamento em contratos firmados entre 2020 e 2024 com a empresa Centro América Frotas.

O prefeito Alexandre Lopes afirmou que a administração municipal vem colaborando com as investigações e que os procedimentos internos foram instaurados desde 2024.

Prefeito afirma que prefeitura colaborou com as investigações

Em entrevista ao portal Plantão da Notícia, o prefeito Alexandre Lopes afirmou que a Prefeitura de Campo Verde acompanha o caso desde 2024, quando o Ministério Público solicitou que municípios que haviam aderido à ata de registro de preços da empresa investigada realizassem levantamentos internos.

Segundo o prefeito, a Unidade de Controle Interno da prefeitura produziu relatórios e encaminhou toda a documentação ao Ministério Público, além de instaurar procedimentos administrativos para apurar eventuais irregularidades.

O chefe do Executivo também declarou que a administração mantém uma política de fiscalização interna e que o afastamento do secretário de Obras e de outros servidores é uma medida cautelar comum em investigações, destinada a preservar a transparência e garantir o andamento das apurações.

Até o momento, o Ministério Público continua as investigações e não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.

 

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