
Redação: Pagina do Nortão
Unidade que já foi referência no Nortão enfrenta denúncias graves, mas ainda é considerada essencial para quem depende do SUS
Foto: Reprodução(web) A interdição dos serviços do Hospital Regional de Colíder Dr. Masamitsu Takano, determinada pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Estado de Mato Grosso (COVISA/MT), trouxe à tona uma situação que há muito tempo vem sendo alvo de críticas: a crise enfrentada por uma das mais importantes unidades de saúde da região norte do estado.
A decisão, publicada nesta quinta-feira (23), foi motivada por uma série de irregularidades sanitárias constatadas por meio de autos de infração e notificações. O cenário expõe falhas que, segundo os órgãos de fiscalização, comprometem diretamente a segurança e a qualidade dos atendimentos prestados à população.
O caso gerou forte repercussão e indignação. Isso porque, mesmo diante dos problemas, o hospital continua sendo indispensável para centenas de pessoas que não têm condições de pagar por atendimento particular.

“É revoltante, mas ao mesmo tempo a gente sabe que precisa do hospital. Tem muita gente que depende exclusivamente dele”, relatou um morador.
Nos bastidores, a pressão sobre o poder público aumenta. Lideranças locais cobram uma resposta firme por parte do Governo do Estado e apontam que a situação não é recente.
“Isso não começou agora. A população vem reclamando há muito tempo. A interdição só confirma o que já era de conhecimento de muitos. O que precisamos agora é de solução”, afirmou uma liderança comunitária.
Apesar do cenário crítico envolvendo o hospital regional, um ponto positivo vem sendo destacado: Aparentemente houve evolução na saúde municipal de Colíder. Nos últimos anos, o município avançou na atenção básica, ampliando atendimentos e melhorando serviços, o que tem contribuído para reduzir parte da demanda sobre a unidade regional.
Ainda assim, especialistas alertam que os avanços locais não são suficientes para suprir a importância de um hospital regional em pleno funcionamento.
“Quando uma estrutura desse porte entra em crise, todo o sistema sente. Não dá para tratar isso como um problema isolado”, reforçou outro representante da comunidade.

Agora, a interdição coloca o Governo do Estado diante de uma cobrança direta da sociedade: agir com rapidez, transparência e responsabilidade para reverter a situação.
Enquanto isso, a população segue apreensiva, dividida entre as críticas e a necessidade. Porque, para muitos, o Hospital Regional de Colíder ainda não é apenas uma opção — é a única esperança.




