Redação: Pagina do Nortão

Foto: Reprodução (web) Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou um cenário alarmante de exploração e abuso contra pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social. Deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Broquel I tem como alvo um suposto esquema de desvio de benefícios assistenciais dentro da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, mantida pela Prefeitura de Várzea Grande.
A ação, que repercute em todo o estado — inclusive no Nortão e em Colíder, conforme destacado pelo Portal Página do Nortão — cumpre mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilo de dados eletrônicos. O principal investigado é o ex-gerente da unidade, que deixou o cargo em 2024 e agora responde por suspeita de peculato majorado de forma continuada.
Esquema envolvia saques ilegais e empréstimos fraudulentos: De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), o suspeito se aproveitava da posição de autoridade e da confiança dos acolhidos para cometer os crimes. Ele teria se apropriado de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios sociais dos internos.
Relatos colhidos pela Polícia Civil apontam que o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e ainda contraía empréstimos bancários sem autorização em nome das vítimas. Em um dos casos, foi identificado um empréstimo consignado superior a R$ 16 mil, com fortes indícios de fraude.

As vítimas são pessoas em condições extremamente delicadas: muitas vivem ou viveram em situação de rua, são analfabetas, possuem dependência química, dificuldades de comunicação ou transtornos psiquiátricos — fatores que agravam ainda mais sua vulnerabilidade.
Denúncias incluem trabalho forçado e coação psicológica: Além dos desvios financeiros, surgiram denúncias ainda mais graves. Segundo a polícia, o investigado teria utilizado internos para realizar trabalhos não remunerados em sua propriedade particular, além de empregar intimidação e pressão psicológica para manter o controle sobre as vítimas e impedir denúncias.
Medidas judiciais e afastamento do cargo público: A Justiça determinou o afastamento imediato do investigado de suas funções públicas. Atualmente, ele ocupava outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande. Também foi proibido de manter contato com vítimas e testemunhas, além de ser impedido de acessar prédios da Secretaria de Assistência Social.
Outras medidas incluem a proibição de assumir novos cargos públicos no município durante o andamento das investigações.

Repercussão no Nortão; O caso ganha grande repercussão em todo o estado, sendo destaque também no Portal Página do Nortão, reforçando a importância da atuação das autoridades no combate à corrupção e na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.





