Operação Broquel I: Polícia Civil desmantela esquema cruel de desvio de benefícios de pessoas vulneráveis em Várzea Grande

23 de abril de 2026
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Redação: Pagina do Nortão

Polícia Civil de Mato Grosso durante a deflagração da Operação Broquel I, que investiga desvio de benefícios em casa de acolhimento de Várzea Grande.

Foto: Reprodução (web)  Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou um cenário alarmante de exploração e abuso contra pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social. Deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Broquel I tem como alvo um suposto esquema de desvio de benefícios assistenciais dentro da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, mantida pela Prefeitura de Várzea Grande.

A ação, que repercute em todo o estado — inclusive no Nortão e em Colíder, conforme destacado pelo Portal Página do Nortão — cumpre mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilo de dados eletrônicos. O principal investigado é o ex-gerente da unidade, que deixou o cargo em 2024 e agora responde por suspeita de peculato majorado de forma continuada.

Esquema envolvia saques ilegais e empréstimos fraudulentos: De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), o suspeito se aproveitava da posição de autoridade e da confiança dos acolhidos para cometer os crimes. Ele teria se apropriado de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios sociais dos internos.

Relatos colhidos pela Polícia Civil apontam que o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e ainda contraía empréstimos bancários sem autorização em nome das vítimas. Em um dos casos, foi identificado um empréstimo consignado superior a R$ 16 mil, com fortes indícios de fraude.

Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, em Várzea Grande, onde teriam ocorrido os desvios investigados pela Polícia Civil.

As vítimas são pessoas em condições extremamente delicadas: muitas vivem ou viveram em situação de rua, são analfabetas, possuem dependência química, dificuldades de comunicação ou transtornos psiquiátricos — fatores que agravam ainda mais sua vulnerabilidade.

Denúncias incluem trabalho forçado e coação psicológica: Além dos desvios financeiros, surgiram denúncias ainda mais graves. Segundo a polícia, o investigado teria utilizado internos para realizar trabalhos não remunerados em sua propriedade particular, além de empregar intimidação e pressão psicológica para manter o controle sobre as vítimas e impedir denúncias.

Medidas judiciais e afastamento do cargo público: A Justiça determinou o afastamento imediato do investigado de suas funções públicas. Atualmente, ele ocupava outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande. Também foi proibido de manter contato com vítimas e testemunhas, além de ser impedido de acessar prédios da Secretaria de Assistência Social.

Outras medidas incluem a proibição de assumir novos cargos públicos no município durante o andamento das investigações.

Vítimas do esquema são pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social, muitas com dificuldades de comunicação e dependência química.

Repercussão no Nortão; O caso ganha grande repercussão em todo o estado, sendo destaque também no Portal Página do Nortão, reforçando a importância da atuação das autoridades no combate à corrupção e na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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