Redação: Pagina do Nortão

Foto – Reprodução (web)
Um crime com características de extrema violência e possível atuação coletiva chama a atenção das autoridades e da população do médio-norte de Mato Grosso. O caso registrado em Diamantino traz à tona lembranças de uma situação semelhante ocorrida recentemente em Colíder — com a diferença de que, no município, os suspeitos ainda não foram localizados.
O corpo de Erinaldo de Souza dos Anjos foi encontrado na tarde de segunda-feira (16), em uma área de mata na região do Bento Porto, bairro Buriti, em Diamantino, a cerca de 208 km de Cuiabá.
A localização ocorreu após uma denúncia anônima, que indicava o possível paradeiro da vítima, até então desaparecida. Equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil foram até o local e encontraram o corpo enterrado em uma cova rasa.

Indícios de “salve” e tortura: Durante as diligências, surgiram fortes indícios de que a vítima teria sido submetida a uma sessão de agressões, conhecida no meio criminoso como “salve”.
Em uma residência apontada como possível cenário inicial do crime, os policiais encontraram pedaços de madeira quebrados, que podem ter sido utilizados nas agressões. Próximo ao local, também foi identificada uma árvore com fios amarrados, indicando que a vítima pode ter sido imobilizada antes de ser morta.
As investigações apontam que, após as agressões, Erinaldo teria sido levado para outro ponto, onde foi executado e posteriormente enterrado na área de mata.
Seis suspeitos presos e um foragido: Ao longo das investigações, sete pessoas foram identificadas como suspeitas de participação no crime. Até o momento, seis já foram detidas e uma segue foragida.
Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a presença de vestígios de capim e terra no carro de um dos suspeitos, compatíveis com o local onde o corpo foi encontrado.
Além disso, pedaços de madeira retirados da residência de familiares de um dos envolvidos também podem ter sido usados no crime, reforçando a linha investigativa.
A Polícia Civil segue em diligências para localizar o suspeito foragido e esclarecer completamente a dinâmica do homicídio.

Caso em Diamantino reacende alerta após crime semelhante em Colíder: A brutalidade do caso em Diamantino traz à memória um episódio recente ocorrido em Colíder, onde também houve indícios de agressões coletivas antes da morte da vítima.
A principal diferença entre os dois casos está no avanço das investigações: enquanto em Diamantino a polícia já conseguiu identificar e prender a maioria dos suspeitos, em Colíder os autores ainda não foram localizados, o que aumenta a preocupação da população.
Os dois episódios reforçam o alerta das forças de segurança sobre a prática de “salves” — punições violentas geralmente aplicadas por grupos criminosos — e evidenciam a necessidade de denúncias anônimas, que têm sido fundamentais para o avanço das investigações.




