Por: Joel dd Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução
A violência relacionada a conflitos em áreas de garimpo voltou a gerar preocupação em Mato Grosso. Três homens foram brutalmente torturados na noite de segunda-feira (8) no garimpo Cururu, localizado na região de Pontes e Lacerda (a mais de mil quilômetros de cidades como Colíder, Peixoto de Azevedo e Alta Floresta, que também possuem forte histórico de atividades garimpeiras e convivem com desafios semelhantes). O caso reacende o alerta sobre os riscos e a presença de facções criminosas em áreas de exploração mineral em todo o estado.
Os trabalhadores foram encontrados gravemente feridos às margens da estrada do Sararé. De acordo com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros pediu apoio por volta das 23h45 após um morador da região encontrar as v
ítimas caídas na via e levá-las na carroceria de sua caminhonete até um ponto de encontro com as equipes de resgate. Os três homens apresentavam lesões severas, queimaduras extensas e sinais claros de tortura.
Já no hospital, um dos feridos relatou que o ataque teria sido motivado pela suspeita de que um deles estaria desviando ouro dentro do garimpo. Integrantes de uma facção criminosa que atua na área teriam descoberto o suposto furto e capturado o trio, iniciando uma sessão de agressões com mangueiras, pedaços de madeira e fogo. Sacolas plásticas foram incendiadas e arremessadas contra os trabalhadores para provocar queimaduras enquanto exigiam a devolução do metal. Parte do ouro teria sido entregue ainda durante as agressões.
Mesmo gravemente feridos, os três informaram que não conseguiram identificar os autores do ataque. Durante o atendimento, a PM
consultou o Banco Nacional de Mandados de Prisão e descobriu que um dos envolvidos tinha ordem judicial em aberto. Ele recebeu os primeiros cuidados no hospital e permaneceu algemado para evitar fuga, sendo posteriormente encaminhado à delegacia.
Uma das vítimas apresentava possível fratura na perna esquerda e não pôde prestar depoimento. Todos seguem internados sob supervisão médica. Informação TVCO
Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão




