Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Divulgação (Web)
Mato Grosso enfrenta uma onda de violência contra mulheres — e Colíder também carrega marcas dessa tragédia
O ano de 2025 escancarou uma realidade brutal: 51 mulheres mato-grossenses foram mortas apenas nos primeiros meses, vítimas de feminicídio. É um cenário que tem sido descrito por autoridades como um verdadeiro banho de sangue, atingindo desde grandes cidades até municípios menores, como Colíder.
A violência não escolhe local, horário ou condição social. Ela invade lares, destrói famílias e deixa marcas profundas na sociedade — inclusive em Colíder, onde a memória de casos anteriores ainda dói e reforça a urgência de agir.
Colíder tem em sua história um dos feminicídios mais chocantes da região
Em 05 de janeiro de 2022, Colíder viveu um dos episódios mais brutais já registrados no município. Uma mulher foi assassinada pelo ex-companheiro mesmo estando protegida por medidas judiciais.
O agressor invadiu a residência, atacou a vítima na frente dos filhos e a golpeou 14 vezes com uma faca, em um ato de extrema crueldade.
Posteriormente, ele foi condenado a mais de 26 anos de prisão.
Esse caso marcou profundamente Colíder e tornou-se símbolo da luta por mais proteção e resposta rápida às mulheres que denunciam violencia.
A tragédia vai além dos números — ela destrói vidas
Cada uma das 51 mulheres mortas em Mato Grosso tinha:
- uma família
- uma história
- sonhos
- um futuro interrompido
O feminicídio é a ponta final de uma sequência de violências que, muitas vezes, começa com pequenos sinais: controle, humilhação, ameaças, ciúmes doentios, violência psicológica.
Quando ninguém intervém, quando há silêncio, quando a vítima não encontra proteção, a consequência costuma ser fatal.
Colíder intensifica ações de proteção
A cidade tem buscado reforçar mecanismos de segurança, como:
- a atuação da Patrulha Maria da Penha, criada para acompanhar mulheres com medidas protetivas;
- campanhas educativas;
- apoio de entidades e instituições que acolhem vítimas de violência doméstica.
Mas ainda não é suficiente. A cada nova morte em Mato Grosso, cresce o temor de que a próxima possa ser alguém próxima, vizinha, conhecida — uma mulher de Colíder.
A luta é diária e precisa ser de todos
Eliminar a violência contra a mulher não é um compromisso restrito a datas ou campanhas.
É uma missão contínua que exige:
- denúncia
- proteção
- acolhimento
- políticas públicas eficazes
- envolvimento da sociedade
Em Colíder e em todo o estado, a mensagem é clara:
não podemos permitir que mais mulheres morram.
Que a dor das famílias se transforme em força para mudar essa realidade.
Que cada vida perdida desperte outras vidas para a luta.
Que nenhuma mulher tema o pior apenas por existir.
Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão




