Quanto custa morrer?

7 de março de 2026
CEMITERI O 01

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Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução

Cemitérios privados avançam no Mato Grosso e valores assustam famílias do Nortão**

A discussão sobre a possível privatização ou concessão de serviços cemiteriais voltou com força no Mato Grosso — especialmente no Nortão. E, enquanto isso, cresce uma dúvida central: quanto uma família teria que pagar para sepultar um ente querido em um cemitério privado?

A realidade dos cemitérios privados em MT

Nos últimos anos, o estado passou a adotar novos modelos de gestão, permitindo que empresas privadas ou concessionárias administrem cemitérios e ofereçam serviços diferenciados — desde jazigos “jardins” até espaços considerados “VIP”.

Em cidades do Nortão, como Sinop e Alta Floresta, já existem projetos consolidados ou em andamento:

Sinop: Parque Memorial Sinop

  • Previsto para mais de 100 mil sepulturas.
  • Inclui áreas gramadas, setor premium e estrutura moderna.
  • Operado via concessão privada.

Alta Floresta: projeto pioneiro

  • Cemitério privado no estilo americano.
  • Sepulturas padronizadas, placas de bronze e crematório.
  • Primeiro modelo do tipo na região.

Esses projetos mostram que a tendência avança — e rapidamente.

 

Mas afinal… quanto custa sepultar em um cemitério privado?

Os valores variam conforme o município e o tipo de jazigo, mas dados recentes mostram que os custos podem ser altos, especialmente para famílias de baixa renda.

 

No Mato Grosso (média geral):

  • Funeral básico: R$ 3.000
  • Serviços completos: podem chegar a R$ 21.700, dependendo do caixão, velório e taxas.

 

Já o jazigo — o maior custo:

  • Locação por 3 anos: ~R$ 4.400
  • Renovação anual: ~R$ 1.900
  • Jazigo perpétuo: até R$ 47.800 em cemitérios privados de MT.

Além disso, há taxas adicionais para:

  • Abertura e fechamento da sepultura
  • Manutenção
  • Administração
  • Transferências
  • Perpetuações

 

O impacto no bolso das famílias

No Nortão, onde boa parte da população é trabalhadora e de renda moderada, a preocupação é real.
Privatizar significa encarecer?

Segundo muitos especialistas: sim.

Isso porque:

  • A empresa privada investe alto em estrutura e repassa esses valores ao consumidor.
  • Há menos subsídio público.
  • Serviços extras se tornam obrigatórios.
  • Modelos “parque” exigem manutenção constante.

Ou seja: quem antes pagava quase nada em um cemitério público pode ter que desembolsar milhares em um privado.

 

O que isso significa para cidades como Colíder?

Em municípios que estudam concessões, modernizações ou privatizações, é fundamental que haja clareza sobre:

  • Quanto custará para as famílias mais pobres.
  • Se haverá áreas sociais ou gratuitas.
  • Se o município manterá responsabilidade sobre indigentes.
  • Se os preços serão regulados.

Sem isso, o sepultamento pode se tornar um peso financeiro insuportável.

 

Conclusão

O avanço dos cemitérios privados no Mato Grosso não é apenas uma mudança administrativa — é uma transformação profunda que afeta diretamente o bolso das famílias.
E diante dos valores já praticados em outros municípios, o debate precisa ser transparente, social e muito bem explicado.

Se cemitérios privados forem implantados no Nortão, como já ocorre em Sinop e Alta Floresta, é essencial garantir que ninguém fique sem um local digno para seus entes queridos por não ter condições de pagar.

 

Compromisso do Página do Nortão

O Página do Nortão continuará acompanhando de perto o desenrolar desse debate e o avanço dos projetos de modernização ou privatização de cemitérios no estado.
Nossa equipe seguirá pesquisando, ouvindo especialistas, autoridades e a comunidade, para manter a população sempre bem informada sobre qualquer mudança que possa impactar a vida — e a dignidade — das famílias do Nortão.

 

Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

 

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