Polêmica sobre construção e possível privatização de novo cemitério cresce em Colíder

7 de março de 2026
cemiterio capa

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Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução

Uma polêmica tomou conta das conversas em Colíder nos últimos dias após circular, em grupos de WhatsApp, a informação de que a Prefeitura estaria analisando a construção de um novo cemitério municipal. A área onde ele supostamente seria instalado foi adquirida ainda na gestão anterior, com a promessa de que seria destinada à construção de casas populares — o que já causou controvérsias na época.

Agora, além da mudança da finalidade do terreno, surgem rumores de que o novo cemitério poderia ser privatizado, cenário que vem dividindo opiniões entre moradores, lideranças comunitárias e representantes políticos.

Questão ambiental traz nova camada ao debate

Um ponto que reacendeu a discussão é a proximidade tanto do cemitério atual quanto da possível nova área com o Rio Carapá, rio que abastece a cidade de Colíder.

  • O cemitério atual está localizado a aproximadamente 500 metros do Rio Carapá.
  • A captação de água da cidade também é feita no Rio Carapá.
  • A área onde poderia ser construído o novo cemitério fica a uma distância semelhante do rio (aprox. 500 metros), porém em um local diferente ao do cemitério atual.

Moradores que se manifestaram nas redes sociais e grupos de WhatsApp destacam que, por se tratar do mesmo rio que abastece a população, qualquer intervenção próxima ao Carapá exige estudos rigorosos de impacto ambiental e risco sanitário antes de qualquer decisão definitiva.

Área já foi alvo de investigação no passado

A área em questão foi alvo de investigações por órgãos de controle após denúncias feitas por vereadoras na gestão passada, que apontaram possíveis irregularidades na aquisição do terreno.
O assunto, que havia esfriado, voltou ao centro do debate com força após o surgimento da possibilidade de instalação do novo cemitério.

 

Privatização: entenda os prós e os contras

A ideia de privatizar serviços funerários não é novidade no Brasil, mas em cidades de pequeno porte, como Colíder, o tema costuma gerar preocupação, especialmente entre as famílias de baixa renda.

A seguir, um panorama equilibrado sobre o debate:

PONTOS POSITIVOS citados pelos defensores da privatização

  1. Redução de gastos públicos

Com a concessão, custos de manutenção, limpeza, ampliação e operação passam para a empresa privada, liberando recursos para outras áreas prioritárias.

  1. Maior eficiência na gestão

Empresas especializadas costumam operar com mais agilidade, menos burocracia e melhor estrutura administrativa.

  1. Solução para possível falta de vagas

Se o cemitério atual estiver perto da capacidade, a iniciativa privada poderia viabilizar expansão, novas quadras ou até crematório.

  1. Serviços potencialmente mais baratos

Defensores afirmam que, com regras claras, alguns serviços podem ter redução de preços ou mais opções para as famílias.

PONTOS NEGATIVOS apontados pelos críticos

  1. Risco de aumento de custos para a população

O maior receio é que sepultamentos, jazigos, taxas e serviços se tornem mais caros para as famílias — especialmente as de baixa renda.

  1. Empresas que lucram sem deixar benefícios locais

Moradores lembram de experiências ruins em outros setores terceirizados que trouxeram mais lucro às empresas do que melhorias para a cidade.

 

  1. Comparações com problemas em eventos terceirizados

Alguns citam exemplos recentes de serviços terceirizados, incluindo eventos públicos, em que houve alta de preços e questionamentos.

  1. Impacto social para famílias vulneráveis

Apesar da existência do enterro social, muitos temem que a privatização dificulte o acesso ou torne o processo mais burocrático.

  1. Preocupação ambiental reforçada

Como tanto o cemitério atual quanto a possível nova área ficam próximos do mesmo rio, moradores defendem que o município deve priorizar a segurança do abastecimento de água antes de qualquer decisão.

Como funciona o Enterro Social em Colíder

O enterro social é um programa de assistência que ajuda famílias de baixa renda a custear serviços funerários.

Como solicitar:
O interessado deve procurar o CRAS, CREAS ou a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura, apresentando documentos pessoais e comprovante de renda.

 

O que ainda não está confirmado

Até o momento, não há clareza oficial sobre:

  • se um novo cemitério realmente será construído na área mencionada,
  • se haverá privatização dos serviços funerários,
  • quais regras seriam aplicadas em uma eventual concessão,
  • como ficariam as garantias sociais para famílias de baixa renda,
  • e se já foram solicitados estudos ambientais e sanitários sobre a área.

A falta de informações oficiais é o principal combustível para os rumores que circulam nas redes sociais.

 

Conclusão

A discussão sobre o novo cemitério e sua possível privatização envolve temas sensíveis:
meio ambiente, abastecimento de água, assistência social, orçamento público e impacto direto nas famílias mais pobres.

Para uma decisão tão importante, espera-se que o município apresente:

  • estudos técnicos completos,
  • transparência total nas etapas,
  • garantia de proteção ao Rio Carapá e à captação de água,
  • e respeito às necessidades da população.

Enquanto isso, a comunidade aguarda um posicionamento oficial que esclareça o destino do serviço funerário em Colíder.

 

Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

 

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