Dr. João cobra transparência da SES e alerta que municípios, como Colíder, dependem de organização no Hospital Central

7 de março de 2026
DR JOÃO CAPA

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Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução

Durante a sessão plenária desta quarta-feira (12), o deputado estadual Dr. João (MDB) fez um forte pronunciamento sobre a falta de diálogo da Secretaria de Estado de Saúde (SES) com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, há semanas a Casa aguarda, sem sucesso, o envio da planta baixa do Hospital Central de Alta Complexidade de Cuiabá — documento essencial para seguir com o projeto que definirá as homenagens e a organização interna da nova unidade.

Demora trava andamento de projeto técnico

Dr. João é relator do Substitutivo Integral nº 2 ao PL 717/2020, que estabelece nomes de alas e ambientes do hospital. Porém, sem a planta oficial, o trabalho está paralisado.

“Não estamos pedindo favor. É um documento técnico fundamental para realizar um trabalho justo, correto e transparente. A SES simplesmente não responde. Isso desrespeita esta Casa e, principalmente, a população que vai depender desse hospital”, criticou o deputado.

Ele lembrou que dois requerimentos oficiais já foram enviados ao secretário Gilberto Figueiredo, mas nenhum recebeu retorno.

Impacto direto no atendimento do interior – incluindo Colíder

Em sua fala, Dr. João destacou que a demora não prejudica apenas os trabalhos internos da Assembleia, mas impacta todo o estado, especialmente os municípios que recorrem com frequência ao atendimento de alta complexidade — entre eles Colíder, cidade que compõe o eixo de referência hospitalar do Nortão.

“Municípios como Colíder enviam diariamente pacientes para Cuiabá. Cada atraso, cada descaso, cada falta de transparência pode refletir lá na ponta, onde o cidadão está esperando por atendimento. Não é uma obra para Cuiabá, é uma obra para todo o Mato Grosso”, reforçou.

Deputado defende organização justa das homenagens

O parlamentar também enfatiza que a definição dos nomes das alas deve obedecer a critérios técnicos.

“Não faz sentido colocar o nome de um pediatra em um centro cirúrgico, por exemplo. A planta baixa é necessária para que tudo seja organizado com coerência e respeito aos profissionais homenageados”, explicou.

A proposta do deputado é que todos os 24 parlamentares participem das escolhas, garantindo pluralidade e legitimidade.

Hospital moderno, mas precisa de gestão transparente

O Hospital Central, com inauguração prevista para 19 de dezembro, será uma das maiores unidades públicas do estado:

  • 287 leitos,

  • UTIs pediátrica e adulta,

  • cerca de 32 mil consultas anuais,

  • 80 mil exames e

  • 6,5 mil cirurgias por ano.

Dr. João alertou que a grandeza do projeto exige responsabilidade de todos os órgãos envolvidos.

“A Assembleia está cumprindo seu papel. Mas para fiscalizar e colaborar, precisamos de informação. O Hospital Central é do povo — de Cuiabá, de Colíder, de Sinop, de todo o Mato Grosso. Não é propriedade de nenhum gestor. Queremos apenas transparência e respeito institucional”.

Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

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