Ministério Público cobra medidas diante de riscos na Usina Hidrelétrica de Colíder

7 de março de 2026
alagadoUsinaseco

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Fonte: Pagina do Nortão

Foto – Reprodução (Web)

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ingressou com ação cautelar contra a Eletrobras, a Copel Geração e Transmissão e o Estado de Mato Grosso, solicitando a elaboração de um plano de descomissionamento da Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder, no rio Teles Pires, no prazo de 120 dias. A medida é preventiva, diante dos graves problemas estruturais e ambientais já constatados na usina.

Relatório técnico do MP aponta riscos de erosão interna, falhas em drenos, ausência de monitoramento adequado e rompimentos que indicam possibilidade de ruptura da barragem. Para reduzir a pressão sobre a estrutura, a Eletrobras realizou o rebaixamento do reservatório, o que resultou na morte de mais de 1.500 peixes e afetou a qualidade da água e a biodiversidade local.

Os impactos sociais e econômicos também são significativos: comunidades ribeirinhas perderam acesso ao rio, a pesca foi comprometida e municípios como Itaúba deixaram de movimentar entre R$ 10 e R$ 12 milhões anuais com turismo e comércio ligados à atividade pesqueira. Eventos tradicionais, como o “Fest Praia” e o “Viva Floresta”, também foram prejudicados.

Na ação, o MPMT pede ainda revisão da licença ambiental da usina, atualização dos planos de emergência e contingência, criação de canais de comunicação com a população, instalação de sistemas de alerta e a garantia de R$ 200 milhões para reparação de danos.

Com 300 MW de potência instalada, a UHE Colíder entrou em operação em 2019 e atinge os municípios de Colíder, Cláudia, Itaúba e Nova Canaã do Norte. Inicialmente sob responsabilidade da Copel, a concessão foi transferida em maio de 2025 para a Eletrobras.

Foto – Reprodução (Web)

Fonte: Pagina do Nortão