Fonte:Pagina do Nortão – Joel de Aquino.

Foto – Reprodução (Web)
A Usina Hidrelétrica (UHE) Colíder, localizada no rio Teles Pires, voltou ao centro dos debates públicos após relatórios técnicos e recomendações do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) levantarem a possibilidade de desativação ou descaracterização da estrutura. O motivo: falhas graves detectadas nos sistemas de drenagem da barragem e impactos já sentidos em toda a região.
Rebaixamento emergencial já em andamento
A Eletrobras, atual responsável pela usina, identificou problemas em diversos drenos da barragem — cinco deles danificados e dezenas sem instrumentos adequados de monitoramento, como piezômetros e peneiras de turbidez. Para reduzir riscos, a empresa deu início a um processo de rebaixamento controlado do reservatório em 17 metros, que já está em andamento e deve durar mais de 30 dias.
A medida visa aliviar a pressão sobre a barragem e permitir inspeções detalhadas. No entanto, o nível da água caiu drasticamente, afetando atividades econômicas ligadas ao turismo, à pesca e ao abastecimento em comunidades ribeirinhas. Prefeituras de Colíder, Nova Canaã do Norte e Itaúba já relatam prejuízos milionários.
Alerta elevado: Antes classificada como de nível de “atenção”, a barragem passou para o nível de “alerta”, o terceiro na escala de segurança da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Apesar da gravidade, a Eletrobras afirma que não há risco iminente de rompimento, reforçando que o monitoramento é constante e que as medidas são preventivas.
Relatório do MP: falhas estruturais e risco ambiental
Um relatório do MPMT apontou uma série de falhas estruturais e ambientais, incluindo erosões internas (piping), mortandade de peixes, vegetação irregular e ausência de instrumentos para medir a pressão da água em pontos estratégicos. O documento recomenda avaliar a possibilidade de descaracterizar ou até desativar a usina, caso não haja solução definitiva para os problemas.
Incertezas e impacto social: Com capacidade de geração de aproximadamente 300 MW, a UHE Colíder foi construída pela Copel e repassada este ano para a administração da Eletrobras. Desde então, os problemas vieram à tona, trazendo apreensão não só para autoridades, mas também para a população.
Moradores, comerciantes e empreendedores do setor turístico relatam perdas significativas, enquanto líderes políticos locais exigem mais transparência e medidas rápidas. Uma audiência pública foi convocada para discutir o tema, reunindo prefeitos, vereadores, Ministério Público, órgãos ambientais e sociedade civil.
Futuro indefinido: Ainda não há decisão oficial sobre a desativação ou descaracterização da UHE Colíder. Por ora, o que existe é um cenário de incertezas: se os estudos técnicos concluírem que os reparos são inviáveis ou inseguros, a usina poderá ser desativada. Caso contrário, seguirá operando com adaptações e monitoramento reforçado.
Enquanto isso, a região segue em alerta. Para muitos, a principal cobrança é por transparência nas informações e garantia de segurança para quem vive próximo ao reservatório, além de soluções para os impactos econômicos e ambientais já em curso.

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Fonte:Pagina do Nortão – Joel de Aquino




