Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão

Foto – Reprodução (Web)
Uma tragédia envolvendo uma adolescente de apenas 13 anos e outros dois jovens, acusados de assassinar a própria mãe da garota, chocou a comunidade e levantou uma série de questionamentos sobre os rumos da juventude e a responsabilidade do Estado e da sociedade diante de casos tão extremos.
De acordo com informações da polícia, os adolescentes planejaram e executaram o crime com frieza, o que aumenta a perplexidade diante da brutalidade do ato. O caso, porém, não pode ser tratado como um episódio isolado. Ele escancara falhas profundas nas estruturas familiares, comunitárias e governamentais que deveriam proteger e orientar crianças e adolescentes.
Especialistas ouvidos em situações semelhantes costumam apontar fatores como ausência de acompanhamento psicológico, desestrutura familiar, vulnerabilidade social e influência negativa das redes sociais e da cultura da violência. Esses elementos, quando combinados à falta de políticas públicas eficazes, criam um terreno fértil para a repetição de tragédias.
Enquanto gestores públicos se preocupam com discursos políticos e obras de grande visibilidade, áreas essenciais como educação, apoio psicológico e prevenção ao uso de drogas seguem em segundo plano. “É como se estivéssemos empurrando jovens para o abismo da violência”, avaliam educadores e psicólogos em análises recentes.
A responsabilidade, no entanto, não é apenas das autoridades. A sociedade como um todo precisa refletir sobre seu papel: famílias muitas vezes sobrecarregadas e desestruturadas, escolas que perderam a capacidade de formar cidadãos, comunidades que ignoram sinais de risco e vizinhos que preferem o silêncio. O resultado dessa soma de omissões é o que se vê agora: vidas destruídas, antes mesmo de terem a chance de florescer.
A morte da mãe dessa adolescente não pode se tornar apenas mais um número nas estatísticas de violência. O caso precisa servir de alerta e exigir respostas concretas. O Estado falhou, a sociedade falhou — e o preço foi a vida de uma mãe.
Se nada for feito, a pergunta que fica é dura e inevitável: quantas outras famílias ainda pagarão com sangue o preço da nossa omissão coletiva?

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Por: Joel de Aquino – Pagina do Nortão




