Fonte: Botosdemocajuba – Publicado por Pagina do Nortão
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A nostalgia das décadas de 70 a 90, quando o povo se reunia para receber os passageiros dos barcos Jubileu e Rodrigues Alves
Durante as décadas de 1970 a 1990, Mocajuba vivia momentos de festa e emoção cada vez que os barcos Jubileu e Rodrigues Alves atracavam no porto. A cena era quase um ritual: famílias inteiras, amigos e curiosos se dirigiam ao cais para ver quem estava chegando de Belém. Era um evento social, um encontro marcado pela alegria dos reencontros e pela expectativa das novidades que os passageiros traziam.
Naquele tempo, o transporte fluvial era um dos principais meios de locomoção entre as cidades paraenses. As embarcações não eram apenas um meio de transporte, mas verdadeiros laços de conexão entre as comunidades. Muitos mocajubenses que moravam em Belém aproveitavam as viagens para visitar familiares, e suas chegadas eram sempre recebidas com entusiasmo.
A movimentação começava antes mesmo dos barcos surgirem no horizonte. Os moradores já se posicionavam no porto, e, assim que a embarcação era avistada, a ansiedade tomava conta. As crianças corriam, os adultos trocavam informações sobre quem poderia estar a bordo e os comerciantes aproveitavam para vender seus produtos.
O desembarque era um espetáculo à parte. Entre abraços apertados, risadas e histórias contadas em voz alta, os recém-chegados traziam não apenas suas bagagens, mas também as últimas novidades da capital, objetos difíceis de encontrar no interior e, muitas vezes, presentes para os parentes.
Com o passar dos anos, o desenvolvimento das rodovias e o avanço de outros meios de transporte diminuíram o fluxo dessas embarcações. A tradição das grandes recepções aos passageiros foi se perdendo, mas as lembranças desses tempos continuam vivas na memória dos mocajubenses.
Quem viveu esse período certamente tem histórias para contar. E para aqueles que não tiveram a oportunidade de presenciar essa tradição, resta a nostalgia de um tempo em que a chegada de um barco era um evento que reunia toda a cidade.
Fonte: Botosdemocajuba – Publicado por Pagina do Nortão