Inês Gemilaki e o filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz. Além deles, o cunhado de Inês é réu pelo crime
Imagem: Divulgação/PCMT
Uma mãe, o filho e o cunhado dela, réus por invadir uma casa e matar duas pessoas a tiros no bairro Alvorada, em Peixoto de Azevedo (MT), irão a júri popular. A decisão é do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
O que aconteceu
Justiça apontou indícios de autoria do trio e citou as imagens do crime. O juiz João Zibordi Lara afirmou que os réus entraram pelos fundos da residência de Enerci, uma das vítimas e alvo do ataque, e atiraram contra quatro pessoas que estavam no local para um evento.
Inês Gemilaki, o filho dela, o médico Bruno Gemilak Dal Poz, e o cunhado de Inês, Eder Gonçalves, vão a juri popular. Eles são acusados de homicídio duplamente de Pilson Pereira da Cruz, 80, e Rui Luiz Bogo, 68, e por tentativa de homicídio duplamente qualificado de Enerci e outra pessoa que estava na residência
As qualificadoras adicionadas na acusação foram uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e motivo fútil. Conforme os autos, o motivo do crime seria uma ação judicial que Enerci abriu contra Inês por uma dívida de aluguel e danos à propriedade.
À Justiça, Inês disse que não estava plenamente em suas capacidades mentais quando alvejou às vítimas. Ela afirmou que pensava que Rui era Enerci, o verdadeiro alvo dela. Sobre a morte de Pilson, a mulher falou em interrogatório que não queria matá-lo, mas fez diversos disparos quando entrou na residência e um deles atingiu o idoso.
A defesa da mulher também apontou que ela era ameaçada por cobradores armados contratados por Enerc mesmo após a decisão judicial ser favorável a ela. Na época, Enerci negou ao Domingo Espetacular (Record TV) as ameaças à Inês. Já a defesa de Eder negou a participação do cliente nos crimes e alegou ausência de provas suficientes para justificar que ele seja levado a júri popular.
Nos autos, a defesa de Bruno rebateu a qualificadora de motivo fútil e disse que o crime “decorreu de um contexto de animosidade e ameaças feitas por cobradores armados” contra a família. A defesa também pediu a retirada do crime de tentativa de homicídio contra Enerci porque a arma utilizada estava desmuniciada em determinado momento da ação, além de questionar o valor de R$ 2 milhões proposto pelo Ministério Público como reparação mínima pelo crime
A data do júri popular ainda não foi marcada.
A reportagem não encontrou os contatos das defesas dos réus para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação
Do UOL, em São Paulo
10/01/2025 23h31